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Está no seu primeiro namoro e as falhas do seu par te incomodam? Saiba lidar

Anette Lewin 05/10/2017 COMPORTAMENTO
Está no seu primeiro namoro e as falhas do seu par te incomodam? Saiba lidar
Fonte: imagem Pixabay
Desconfortos e divergências fazem parte da vida de qualquer casal

por Anette Lewin

Depoimento de um leitor  

“Estou em meu primeiro namoro e fico me julgando por ver as falhas de minha namorada, após 1 ano e 6 meses de relacionamento. Sinto-me confuso com os sentimentos que tenho, ao ver alguma atitude dela que me incomoda. Mas acho que as falhas dela não se destacam frente às qualidades. Como lidar com essa contradição e desconforto? Grande abraço!”

Resposta: Você consegue perceber, em seu primeiro namoro, que pessoas não são tudo o que imaginamos ou gostaríamos que fossem. Parabéns!

Certamente algo que ajuda muito a enfrentar esse choque de realidade pelo qual todos os casais passam, é evitar classificar comportamentos apenas como "qualidades" ou "falhas", como você diz no início de seu e-mail.

Você mesmo já repensou isso na seguinte frase: "Sinto-me confuso com os sentimentos que tenho ao ver alguma atitude dela que me incomoda". Melhor assim! Pessoas não são boas ou más objetivamente. Elas apenas apresentam características que podem ou não suprir nossas expectativas. Fica muito mais fácil entender que você tem que mudar sua forma de encarar atitudes de sua namorada das quais você não gosta, do que classificar essas atitudes como uma falha dela. Pelo simples fato de que se a falha é dela, é ela que tem que mudar, não é mesmo?  E com a maturidade que você demonstra em seu e-mail certamente entende que ninguém muda o outro.

Como você não menciona as atitudes dela que o incomodam, vamos partir do princípio que sejam conflitos onde cada um pensa ou gosta de coisas diferentes.   

Como encarar os conflitos?

Encarar aspectos conflituosos da relação requer, num primeiro momento, uma análise do grau de importância que esses aspectos têm na relação. Assim, é diferente um casal discordar com relação ao tipo de filme que cada um gosta ou discordar com relação à questão ter ou não ter filhos.

No primeiro caso, existem inúmeras soluções possíveis: cada vez um escolher o filme que quer ver, irem a filmes diferentes e se encontrarem depois para tomar um lanche juntos, enfim, pode-se resolver esses conflitos com uma certa facilidade através de uma negociação equilibrada.  

Já o segundo tipo de conflito, ter ou não ter filhos, é algo que praticamente inviabiliza uma relação. Se um quer e o outro não, não há muito o que fazer.

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Assim, tente rever as atitudes de sua namorada que incomodam você. Já que você sabe que não pode mudá-la, veja se existe a possibilidade de cada um de vocês fazer concessões ao outro de vez em quando. Sim, porque certamente se algumas atitudes dela incomodam você, algumas atitudes suas devem incomodá-la, não é?

No que se refere à confusão de sentimentos em relação à pessoa amada... bem, amor e raiva convivem e sempre conviveram dentro do ser humano. Por mais que se goste de uma pessoa, quando ela nos decepciona, nos agride, nos contraria, provocará em nós sentimentos negativos. Que, certamente, durarão pouco tempo se o casal souber ceder e renegociar o vínculo. Mas poderão se tornar intensos e constantes se forem alimentados apenas com discussões banais focadas em "quem está certo e quem está errado".

Desconfortos e divergências fazem parte da vida de qualquer casal. Não é possível fugir deles se, dentro do vínculo, quisermos preservar também nossa individualidade. É preciso entender, porém, que não devem ser alimentados a ponto de "engordarem" e ocuparem todo o espaço da relação. Porque em um bom relacionamento, assim como em nosso organismo, o equilíbrio é essencial.

Atenção!
Este texto não substitui uma consulta ou acompanhamento de um psicólogo e não se caracteriza como sendo um atendimento.

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TAGS :

    primeiro, namoro, falhas, parceiro, confusão, sentimentos

Anette Lewin

É psicóloga graduada pela PUC/SP. É psicoterapeuta de adultos e adolescentes em consultório particular desde 1975 até a presente data.



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