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Não sou tímida, mas tenho medo dos trabalhos de oratória na faculdade. O que faço?

Roberto Santos 01/01/2016 COMPORTAMENTO
Autoconhecimento é o primeiro passo para solucionar o problema

por Roberto Santos

"Faço RH numa faculdade e os trabalhos que exigem oratória me assustam e me deixam nervosa a ponto de me travar na hora de falar. Mas não sou tímida. O que devo fazer? Quero me tornar uma grande gestora de recursos humanos."

Resposta: Há uma diferença entre ser introvertida e ser tímida, que talvez não seja clara para muita gente.

A pessoa extrovertida que possui uma necessidade e facilidade para se relacionar com as pessoas, que recarrega as baterias ao estar em contato com elas, pode tremer na base quando tem que falar em público.

Essa atividade que você se refere como oratória e um desafio de séculos da história da humanidade. Usar da capacidade de comunicação para chamar e prender a atenção da audiência para contar uma história ou vender uma ideia, é um desafio que amedronta as pessoas mais sociáveis e falantes diante de estranhos. Para falar em público, precisamos nos sentir seguros para ter uma ascendência (ainda que temporária) sobre as pessoas em nossa plateia -- seja por dominarmos um assunto mais do que nosso público ou por termos uma forma original e interessante de contarmos uma história que prenderá a atenção dele enquanto estivermos falando.

Existem várias técnicas de oratória para desenvolvermos nossa habilidade para falar nessas circunstâncias, mas tudo começa com o autoconhecimento sobre suas habilidades e limitações para dimensionar sua preparação.

Se sua fortaleza é o uso da linguagem de forma interessante ou a habilidade para apoiar seu discurso com sua expressão não verbal e gesticulação hipnotizantes, talvez precise se concentrar na pesquisa do conteúdo do que vai apresentar, encontrar estatísticas, exemplos, ilustrações, etc.

Se, ao contrário, você domina um assunto no nível de doutorado, mas fala num monotom tipo "lexotan", que leva a uma audiência adormecida, seu foco deverá ser no como você fala e não apenas no que fala.

Acima de tudo, quando pensamos antecipadamente o que queremos com uma apresentação, quem estará nos ouvindo e o que essas pessoas estão esperando de seu discurso, nos preparamos para atingir estes objetivos, nos sentimos mais seguros, com menos frio na barriga e suor nas mãos, sentindo-me menos tímido para enfrentar os medos, geralmente mais internos do que externos.




Roberto Santos

Profissional de Recursos Humanos, com mais de 40 anos de atuação no mercado, Roberto teve diversas posições como profissional e executivo de RH em multinacionais de grande porte. É sócio-diretor da Ateliê RH, consultoria com mais de 14 anos de atuação no mercado, e distribuidor Hogan no Brasil. Mais informações: www.atelie-rh.com.br



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