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Minha chefe me cantou. O que eu faço?

Sandra Vasques 01/01/2016 COMPORTAMENTO
Envolvimento no trabalho deve ser trilhado com muito cuidado

por Sandra Vasques

Resposta: Se sua chefe fosse sua vizinha, acredito que você não teria muitas dúvidas. Poderia chegar até ela, lançar uma conversa sugestiva e criar espaço para que ela se declarasse.

E se fizesse isso e a garota, ainda assim não cedesse, você poderia pensar que interpretou mal a atenção recebida, ou que a moça resolveu ficar só na vontade e não quis concretizar o desejo. Mas, se a garota caísse em seus braços, que coisa boa, só teria a ganhar na história.

Mas a garota em questão não é sua vizinha, é sua chefe, e há mais a perder, além da dor de cotovelo de levar um fora. Ela pode estar realmente te dando bola, e estar na dúvida se está a fim de seguir em frente. Mas, qual será a reação dela se você avançar? Pode simplesmente esclarecer a situação, negando o que você percebe, pode começar um caso com você, ou pode demiti-lo, alegando desacato, ou outra razão qualquer. São algumas possibilidades. E então, vale a pena colocar seu emprego em risco em troca da possibilidade de levar a chefe gostosa pra cama?

Além disso, avalie bem, você já pensou na possibilidade de estar interpretando mal a atenção de sua chefe em relação a você? Será que seu desejo por ela não está falando mais alto e criando histórias que não existem?

Por outro lado, se você acredita que a chefe está mesmo provocando durante o expediente e quer conferir, você deve ser mais adequado e esperto e deixar para esclarecer a situação quando estiverem fora do ambiente de trabalho. É claro que é possível acontecer um relacionamento como esse, mas os papéis não devem ser confundidos. Enquanto no trabalho, ela é a chefe e deve ser tratada como tal. Fora, ela será uma mulher que mostra interesse em você, e atrás de quem você vai para ver o que acontece.

O local de trabalho é onde muitas pessoas conhecem seus futuros pares, no entanto, o caminho que vai do primeiro contato até o envolvimento deve ser trilhado com alguns cuidados. Em muitas empresas, existem normas claras a respeito dessa situação, e nas que não têm, cabe o bom senso. É preciso cuidado para que o relacionamento não interfira no bom desempenho do trabalho e nas relações profissionais. Afinal, o amor exige mais que uma cabana. Atenção para não armar uma cilada para si mesmo e acabar desempregado.

 

 




Sandra Vasques

Psicóloga, enfermeira, com especialização em sexualidade humana e formação em psicodrama. É orientadora sexual, atuando no Instituto Kaplan – Centro de Estudos da Sexualidade Humana - desde 1993. Leciona cursos de formação de educadores e terapeutas sexuais e atua como congressista. Co-autora dos materiais educativos Jogo de corpo, Aprendendo a viver; Vale sonhar, Valores em jogo e do Manual de atenção a educação sexual de crianças e adolescentes portadores do HIV - Viver Positivamente.



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