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Em grande parte, o suicídio pode ser prevenido

Karina Simões 01/01/2016 COMPORTAMENTO
Suicídio é um problema de saúde mundial que não recebe devida atenção

por Karina Simões

Dia mundial de combate ao suicídio: 10 de setembro. E por estarmos ainda no mês, referência de combate ao suicídio, aproveito para divulgar a campanha emplacada de "Setembro Amarelo", ou seja, um alerta para a importância da vida. Decidi, então, falar mais sobre isso. Porque o falar faz parte do processo psicoeducativo no mundo psíquico.

O suicídio é um problema de saúde mundial que não recebe tanta atenção quanto merece. Isso se dá pelos tabus sociais que ainda imperam nos comportamentos e na sociedade. Há mais de 15 anos, eu atendo em clínica e verifico a importância que este assunto tem no meio de todos nós.

A taxa de suicídio de adolescentes com idades entre 10 e 14 anos aumentou 40% nos últimos 10 anos e 33% entre aqueles com idades entre 15 e 19 anos, segundo o Mapa da Violência de 2014 - a depressão é a principal causa. Todo dia, 28 brasileiros se suicidam e, para cada morte, há entre 10 e 20 tentativas. Cada suicídio tem um sério impacto em pelo menos outras 6 a 10 pessoas, tais como: familiares, amigos e colegas. O Brasil é o oitavo país no ranking mundial de suicídio. Conversar abertamente sobre o tema, identificar sinais de risco e oferecer ajuda são as melhores formas de enfrentar a problemática.

O suicídio é um ponto final na história. Ou até um ponto e vírgula para muitos que tentaram e foram salvos na trajetória da vida. Muitos são os fatores, de ordem psicopatológica, pessoal, psicológica e social, que se agregam à motivação para o ato e à desmotivação para a vida, podendo, pois, vir a desencadear uma ideação suicida.

De acordo com o psiquiatra Daniel de Barros (SP), alguns fatores estão quase sempre presentes: algum transtorno mental, a sensação de desesperança e o uso de álcool ou outras drogas. Por isso, o suicídio pode ser em grande parte prevenido.

A falta de esperança na vida somada a sintomas depressivos muitas vezes, por exemplo, fazem com que a equação da vida para certas pessoas perca o sentido e, assim, a única saída que vem à cabeça é o ponto final: o suicídio. Sei que minha coluna esta semana está um pouco diferente das outras diante do peso que para muitos é encarar este assunto. Mas achei necessário e educativo falarmos, pois quanto mais calarmos, faremos com que o tabu não seja quebrado. Falar é sempre a melhor opção. "Setembro Amarelo"- ajude a divulgar a campanha e, assim, ajudaremos a salvar vidas, porque o suicídio pode ser prevenido!

 




Karina Simões

Psicóloga clínica cognitivo-comportamental. Possui especialização em Psicologia da Saúde e Desenvolvimento pela UFRN. Especialização pela Faculdade de Medicina do IPHC da USP. Membro da Federação Brasileira de Terapias Cognitivas - FBTC. Mais informações: www.karinasimoes.com.br



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