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Relação afetiva é quase sempre prioridade da mulher

Karina Simões 01/01/2016 COMPORTAMENTO
DRs devem ter como objetivo recriar um sentimento de ligação

por Karina Simões

Relacionamento afetivo é quase sempre uma prioridade feminina.

Presencio em meu consultório um elevado número de mulheres que procura psicoterapia com foco na relação amorosa.

E aí, muitas das vezes, costumo alertá-las:

- O amor parece ser sempre o ingrediente principal e, portanto, maravilhoso de ser vivido numa relação saudável. Mas não é pré-requisito suficiente para que uma relação se mantenha duradoura e saudável.

A dificuldade de comunicação entre casais continua sendo uma das queixas campeãs em meu consultório. Muitas me trazem situação onde revelam que pior do que uma briga instalada, é o silêncio da indiferença que se vive a dois.

Muitos homens ainda resistem às DRs (discutir a relação). Porém, hoje tento reeducar os casais que chegam, ensinando que "discutir a relação" não necessariamente serve para solucionar problemas.

Objetivo das DRs

As DRs devem ter como objetivo criar ou recriar um sentimento de ligação entre o par, para que o outro se sinta ouvido, amado e acolhido. Servem como um treinamento de escuta, pois o diálogo numa relação muitas vezes se dá de forma equivocada. E esse se transforma mais num momento de acusação, desabafo com conotação amarga e não numa experiência de expressões sinceras que possam brotar do fundo da alma e tocar o coração do outro.

Como isso pode começar a acontecer? Não deixe juntar poeira debaixo do tapete!

É preciso praticar diariamente dedicando um pouco do seu tempo para expor ao cônjuge o que mais inquieta a cada um, sem deixar "juntar poeira debaixo do tapete".

Assim, o ato de falar e o de ouvir serão postos em prática ao longo da relação trazendo frutos saudáveis, pois cada um se sentirá valorizado e não o alvo de acusações, de forma intempestiva.

Nessa atmosfera propícia e aberta ao diálogo e à compreensão, o amor fluirá e se renovará a cada dia.

A dica é: mantenha a cumplicidade no dia a dia

Fique atenta ao seu relacionamento e às suas falas do dia a dia, pois as palavras proferidas podem aumentar o muro entre o casal e distanciá-los, fazendo com que a relação perca a cumplicidade tão essencial ao relacionamento.

 




Karina Simões

Psicóloga clínica cognitivo-comportamental. Possui especialização em Psicologia da Saúde e Desenvolvimento pela UFRN. Especialização pela Faculdade de Medicina do IPHC da USP. Membro da Federação Brasileira de Terapias Cognitivas - FBTC. Mais informações: www.karinasimoes.com.br



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