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Pode-se tratar transtorno bipolar somente com terapia?

Joel Rennó Jr. 01/01/2016 PSICOLOGIA

por Joel Rennó Jr.


Resposta: O Transtorno Afetivo Bipolar (TAB), antes conhecido como Psicose Maníaco-Depressiva (PMD) é uma doença mental crônica que afeta cerca de 2,4% da população brasileira.  

A incidência entre homens e mulheres é a mesma. Os primeiros sintomas da doença costumam aparecer entre 15 e 24 anos.

Embora costume ser uma doença grave e sem cura até o momento, ela pode ser controlada e o portador levar uma vida normal, sem incapacitações quando faz o correto tratamento.

De maneira geral, o TAB é caracterizado pela alternância entre dois episódios: depressão (humor deprimido, perda de prazer ou interesse por atividades habituais, dificuldade de concentração, agitação ou lentificação, perda de energia, sentimento de culpa e alterações do padrão do sono) e mania (aceleração do pensamento, rapidez na fala, agitação, irritabilidade, diminuição da necessidade de sono, euforia, autoestima elevada, muita energia e até impulsividade).

Tais sintomas podem variar de intensidade, com diferentes níveis de gravidade.

As causas ainda não são conhecidas, mas sabemos que são decorrentes de alterações no funcionamento do cérebro, com altererações neurobioquímicas e de atividade diferenciada em determinadas regiões cerebrais Há muitas pesquisas em andamento para o descobrimento das causas. O diagnóstico é feito por avaliação psiquiátrica.

Os fatores genéticos são importantes, a incidência costuma ser maior em familiares de portadores.

Sempre deve haver uma avaliação clínica pormenorizada de cada paciente, porque algumas doenças podem cursar com sintomas semelhantes. Nas mulheres vulneráveis, o período do pós-parto é de grande risco para o primeiro episódio depressivo ou maníaco. O mais comum é a depressão.

O tratamento varia de acordo com a gravidade e características da manifestação da doença, mas geralmente é composto de medicamentos como estabilizadores de humor, antipsicóticos e excepcionalmente antidepressivos e psicoterapia.

A psicoterapia ajuda o paciente a entender o papel da doença na sua vida e a conviver com ela, mas sozinha não é suficiente. Um grande problema é a baixa aderência ao tratamento medicamentoso o que coloca o paciente em risco de suicídio, abuso de álcool e drogas, entre outros.

Grupos de apoio são também importantes.

Cito a ABRATA (www.abrata.org.br )

Atenção!

Esse texto e esta coluna não substituem uma consulta ou acompanhamento de um médico psiquiatra e não se caracterizam como sendo um atendimento. Dúvidas e perguntas sobre receitas e dosagens de medicamentos deverão ser feitas diretamente ao seu médico psiquiatra. Evite a automedicação.






Joel Rennó Jr.

Dr. Joel Rennó Jr. MD, Ph.D. Professor do Departamento de Psiquiatria da FMUSP. Diretor do Programa de Saúde Mental da Mulher - Instituto de Psiquiatria da USP. Médico do Corpo Clínico do Hospital Israelita Albert Einstein- São Paulo. Coordenador da Comissão de Estudos e Pesquisa de Saúde Mental da Mulher da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). www.psiquiatriadamulher.com.br



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