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Reaprenda a amar após uma traição

Tatiana Ades 16/12/2016 AUTOCONHECIMENTO
Reaprenda a amar após uma traição
Fonte: imagem Pixabay
Primeiro, será preciso conquistar a você mesma

por Tatiana Ades

Muitas pessoas se deparam com situações de traição conjugal; são momentos de extrema dor, sentimento de humilhação, baixa autoestima e questionamento sobre a possibilidade do amor monogâmico ser utópico.
É comum esses sentimentos de desespero e questionamentos sobre a fidelidade de um próximo relacionamento. Afinal, apostamos todas as fichas em uma pessoa, juramos fidelidade e lealdade e temos a sensação de que tudo foi uma farsa, reviver essa dor pode ser insuportável.

Como forma de proteção, muitas pessoas, após a traição, passam a não mais querer um relacionamento sério. Em alguns casos, até deixam de sair com pessoas, se esquivam de encontros e colocam toda a energia de suas vidas em atividades como trabalho, amigos, lazer etc.

Até que ponto isso é saudável?

O mais importante é nos questionarmos sobre a nossa solidão: é uma solidão optada por nós ou uma solidão por fuga da dor?

No primeiro caso, a pessoa está bem sozinha, não sente falta de um parceiro, mas geralmente não descarta a possibilidade de alguém surgir para acrescentar em sua vida. Mas ela não optou pela solidão por causa de uma grande frustração, ela pode estar num período em que ter alguém não faça parte de seus planos e estar sozinha pode significar paz e felicidade.

No segundo caso, temos uma solidão construída, uma fuga para não voltar a sofrer a dor da traição e do abandono. Nesse caso a pessoa sofre, sente falta de alguém, mas está tão desiludida, que prefere negar o que sente, prossegue fazendo atividades sem pensar em um novo amor, mas terá indícios de sensação de tristeza, dor emocional e um abandono sempre presente.

O importante é identificar se essa segunda possibilidade faz parte da sua história de vida e trabalhar essa negação,  recuperar a autoestima e visualizar a possibilidade de um novo amor, que seja diferente do anterior.

Nenhum de nós poderá ter a certeza de um comprometimento eterno e muito menos das ações do nosso parceiro. Por isso, precisamos estar fortes e maduros para saber que relacionamento pode ser sinônimo de dor, mas também de muita felicidade e cumplicidade.

As pessoas são diferentes e as histórias também. Por isso, ao invés de se negar a encontrar um novo amor, trabalhe o seu interior e a confiança em si mesma; faça com que a sua garantia seja a própria sensação de maturidade que há dentro de você.

Autoconquista: para melhorar o contato consigo mesma:

- reflita sobre a sua vida, seja sincera com sentimentos que tentava negar;

- perceba-se no dia a dia e mude a rotina de forma saudável;

- arrume-se para você;

- faça uma terapia para se compreender melhor;

- pratique meditação ou algum esporte que você goste;

- dê risadas... muitas vezes nos esquecemos que rir é conectar-se a nós mesmos.

Enfim, cuide de você com carinho e muita perseverança.

Quando você tiver se conquistado, saberá escolher a sua próxima conquista e apostar em um novo amor.




TAGS :

    amar, traição, conquista

Tatiana Ades

É psicanalista e escritora e teatróloga. Em seus livros, o foco de estudo é o comportamento humano e o amor patológico. Tem em seu currículo várias peças escritas e encenadas nos teatros de São Paulo, além de ter concorrido ao prêmio Shell de melhor texto teatral com Os Viúvos – Teatro Ruth Escobar (2003). Como escritora, em 1998, ganhou um concurso com o conto O silêncio da raposa. Eles são o resultado de uma pesquisa de três anos: Hades – Homens que amam demais e As escravas de Eros.



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