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Neuroaprendizagem na inclusão escolar

Marta Relvas 18/01/2017 SAÚDE E BEM-ESTAR
Neuroaprendizagem na inclusão escolar
Fonte: imagem Pixabay
Educador deve se preparar para encontrar uma classe diversificada

por Marta Relvas

Enquanto você começa a ler este texto, muitas crianças estão nascendo com algum tipo de limitação motora, afetiva, emocional e social. Talvez uma cegueira, uma paralisia cerebral, uma síndrome de Down ou sofrendo um acidente, tornando-se uma pessoa com alguma necessidade de inclusão e atenção especial, ou mesmo na transformação do processo de envelhecimento celular, limitando-se nos seus fazeres e prazeres da vida. Essa situação não faz escolhas, pode ser de classe econômica financeira alta ou não.

O confronto com a realidade inesperada demandará ajustamentos e adaptações orgânicas, mentais e sociais para lidar com uma nova situação. Isso porque as funções superiores (explico baixo) correspondem à característica mais importante do ser humano e resultam do normal funcionamento do cérebro. Qualquer perturbação do seu funcionamento acarreta uma perda importante de qualidade de vida para o indivíduo, visto que essas funções dizem respeito à atenção, orientação, linguagem, memória, percepção, pensamento, raciocínio, entre outras – das quais a memória se destaca pela sua importância, uma vez que é a mais conhecida e funciona como suporte de outras funções. Cada função está associada a uma área no cérebro.

Independentemente da situação que provocou a limitação, a família precisa acolher o caso e enfrentar os momentos graves, transformando-os em “momentos grávidos”: dar à luz a novas situações de vida, vivendo e aprendendo dia a dia.

No entanto, nem tudo são flores! Pessoas rejeitam indivíduos com necessidades de inclusão e atenção especial, a ponto de utilizarem referências pejorativas para lidar com essa relação. Isso sem levar em consideração que todos nós possuímos uma necessidade especial, seja física, motora, psicológica, intelectual, afetiva, emocional, financeira.

Segundo Rotta (2006), as necessidades específicas especiais, podem ser consideradas como transtornos gerais de desenvolvimento, são elas: epilepsia, paralisia cerebral, deficiência mental, autismo, problemas emocionais e da linguagem.
Na verdade, elas podem se combinar com diferentes graus de intensidade, podendo ser concomitantes.

As dificuldades acadêmicas e intelectuais podem acontecer tanto em crianças com lesões cerebrais, quanto em crianças sem lesões cerebrais específicas, apresentando, portanto, uma “disfunção”, como outrora era chamado o transtorno de déficit de atenção/ hiperatividade (TDAH) de disfunção cerebral mínima (DCM). Esse transtorno, tido como de leve intensidade, pode trazer consigo várias *comorbidades emocionais, muitas delas também com consequência sobre o desempenho acadêmico intelectual.

Dicas:

- As dificuldades acadêmicas e intelectuais podem acontecer tanto em crianças com lesões cerebrais, quanto em crianças sem lesões.

- As crianças com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade também necessitam de atenção especial.

* Comorbidade: ocorre quando duas ou mais doenças estão relacionadas




TAGS :

    neuroaprendizagem, inclusão escolar, crianças especiais

Marta Relvas

É Bióloga, Dra e Ms em Psicanálise, Neuroanatomista, Neurofisiologista, Psicopedagoga e Especialista em Bioética. Tem certificação internacional em Educação na Abordagem Reggio Emília na Itália e Title in Education Neurosciences and childhood and adolescence learning of Erasmus+ University – Europe – Portugal. É Membro Efetiva da Sociedade Brasileira de Neurociência e Comportamento, e da Associação Brasileira de Psicopedagogia. Autora de livros e DVDs sobre Neurociência e Educação pela Editora WAK e Editora Qualconsoante de Portugal. Professora Universitária da AVM Educacional / UCAM, UNESA - RJ e Professora Pesquisadora convidada no curso de Pós-graduação de Neurociência do IPUB/ UFRJ. Coordenadora do Programa de Pós-graduação de Neurociência Pedagógica na UCAM / AVM Educacional. Palestrante no Brasil e no exterior.



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