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Comportamento

Amor

União entre pessoas de níveis financeiro e cultural diferentes tem chance de dar certo?

Reveja sempre seus limites e perceba se o contato com o outro é um aprendizado

28 jul, 2017

por Tatiana Ades

Muitos casais possuem situações financeiras, culturais e intelectuais diferentes, mas mesmo assim decidem prosseguir na união.

Acho válido estar com alguém que é diferente de nós. Afinal, precisamos pensar sempre na troca, no dar e receber, ensinar e aprender, ter paciência frente aos gostos do outro e vice-versa...  Acostumar que o nosso mundo não nos define e muito menos ao outro.

Por outro lado, essa união pode ser muito perigosa, caso não seja trabalhada de forma correta e com muito foco nessa relação.

Gostos, pensamentos e opiniões diferentes das nossas, podem não nos agradar e é muito importante estarmos bem conectados com os nossos limites.

É muito importante que você se questione sempre:

- O quanto ter mais conhecimento me incomoda? Caso o outro não queira aprender o que sei, conseguirei permanecer nessa relação?

- Preciso saber que o outro é ambicioso financeiramente ou isso não me interessa? Estou com o outro que não tem um trabalho e um estudo e me sinto ofendido ou não?

- Gostos musicais, de literatura e hobbies do outro me deixam desanimado por serem muito diferentes dos meus ou consigo lidar com isso?

- É importante que o outro aprenda a gostar dos meus gostos e vice-versa?

Percebam que todas essas reflexões são muito importantes. Aqui não estamos falando de certo ou errado, mas de diferenças que podem destruir uma paixão ou construir uma parceria.

Reveja sempre seus limites e perceba se o contato com o outro é um aprendizado (seja de qual forma for) ou se você sente que perde a sua verdadeira essência.

Amor de índio, às vezes pode dar muito certo, outras vezes pode ser a fórmula do desastre de uma relação.


É psicanalista e escritora e teatróloga. Em seus livros, o foco de estudo é o comportamento humano e o amor patológico. Tem em seu currículo várias peças escritas e encenadas nos teatros de São Paulo, além de ter concorrido ao prêmio Shell de melhor texto teatral com Os Viúvos – Teatro Ruth Escobar (2003). Como escritora, em 1998, ganhou um concurso com o conto O silêncio da raposa. Eles são o resultado de uma pesquisa de três anos: Hades – Homens que amam demais e As escravas de Eros.

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