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Comportamento

Família

Agora que arrumou um namorado, minha filha não me respeita e não é mais companheira. O que faço?

A situação diz respeito a ela, não me parece ter a ver diretamente com você

por Blenda de Oliveira  

Depoimento de uma leitora

“Depois disso passou a achar que não tinha mais razão em nada. Não sou contra o namoro, mas percebo que ela não me escuta e me respeita como antes. Discute e fala alto quando conversamos sobre algo que não concordo. Só quero ter minha filha como antes, mesmo sabendo que também ganhei um genro. Ele é muito calado, não dá oportunidade de o conhecermos. Preciso de ajuda de como me comportar diante dessa situação. Por favor!”

Resposta: Pode estar havendo uma interferência importante do namorado nessa mudança de comportamento ou, dependendo do que foi a vida amorosa da sua filha, agora, ela, sente-se poderosa para fazer confrontos que não fazia antes.

De qualquer maneira não é possível descartar que há uma mudança a partir dessa nova relação. É importante que você não a perca de vista, que ela leve o namorado em casa e você possa, dentro do possível, manter com os dois um certo diálogo.

Quando estiver sozinha com ela tente perguntar se está tudo bem com ela, mas não refira o namorado. Apenas refira-se a ela e a você. Seja tranquila para falar e não prolongue a conversa se sentir que ela inicia um ciclo de gritos e irritação. Apenas lhe pergunte se está bem e mostre-lhe que percebe que houve uma mudança.

Talvez ela viva problemas com o namorado, mas não admite ou tem receio de admitir já que sabe que ele pode não ser bem visto. A situação diz respeito a ela, não me parece ter a ver diretamente com você, mas é com você que ela comunica a insatisfação.

Tente ser tranquila, evite discussões, observe e esteja perto observando. Atente para não entrar nessa frequência, brigar ou se afastar. Sua filha precisa de você, mas por algum motivo, comunica isso na base do distanciamento e da comunicação confusa, irritada e acusatória.

Atenção!
Este texto não substitui uma consulta ou acompanhamento de um psicólogo e não se caracteriza como sendo um atendimento.


Doutora em psicologia clínica pela PUC-SP. Psicanalista pela Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP). Psicoterapeuta de adultos, adolescentes, crianças, famílias e casais. Atuante como Life Coaching em diversas áreas, utilizando essa metodologia para colaborar nos processos de sucessão familiar nas empresas.

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