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Crossfit sem orientação: número de lesões é elevado, indica estudo

Crossfit: lesões são causadas pela prática incorreta da atividade

Da Redação  

As atividades de alta intensidade caíram no gosto do brasileiro. Uma das mais famosas é o crossfit, que é praticado por famosos como Bruna Marquezine, Giovanna Antonelli e Bruno Gagliasso. Mas, apesar de ser o queridinho do momento, o crossfit tem preocupado os médicos.

A modalidade é alvo de muitas críticas pelo número elevado de lesões associadas ao treinamento. Como comprovado no estudo divulgado recentemente no The Journal of Strength & Condition Research, do Reino Unido. Para a pesquisa, foram ouvidos 132 praticantes de crossfit, 73,5% (97) afirmou ter sofrido alguma lesão durante o treinamento. Os participantes relataram 186 lesões, 7% (9) dessas precisaram de intervenção cirúrgica.

O estudo apontou ainda que as taxas de lesões do crossfit são semelhantes às relatadas em outros esportes, como o levantamento de peso olímpico, a ginástica e o rúgbi.

O médico ortopedista e subespecialista em cirurgia de coluna Rodrigo Souza Lima explica que as lesões são causadas pela prática incorreta. "Todo exercício tem uma maneira correta de se praticar, mas infelizmente as pessoas estão cada vez mais adeptas ao crossfit sem orientação. Isso gera uma sobrecarga nas articulações, principalmente na coluna, causando peso excessivo e a pessoa começa a sentir dor", destaca Lima.

Crossfit: o que é?

O *crossfit é uma marca registrada internacionalmente por uma empresa norte-americana, a CrossFit Inc., que, por meio de cursos de treinamento, passa os princípios sobre sua metodologia de trabalho. Nela, são abordados um determinado tipo de condicionamento físico, de acordo com ideias criadas pelo preparador físico Greg Glassman. De maneira simples, podemos falar que é um treinamento com exercícios de levantamento de peso olímpico (LPO), ginástica olímpica e atividades de condicionamento metabólico (corrida, ciclismo e remo). *Fonte: ativo.com

Atenção!
Este texto não substitui uma consulta ou acompanhamento de um médico ortopedista, fisioterapeuta ou profissional de Educação Física e não se caracteriza como sendo um atendimento.


Ângelo Medina é editor-chefe do portal Vya Estelar. É jornalista e ghost writer. Com 30 anos de experiência, iniciou sua carreira na cobertura das eleições à Prefeitura de São Paulo em 1988 (Jornal da Cultura). Trabalhou no Caderno 2 - O Estado de São Paulo, Revista Quatro Rodas (Abril). Colaborou em diversas publicações e foi assessor de imprensa no setor público e privado. Concebeu o site Vya Estelar em 1999. É formado em Comunicação Social pela UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora.

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