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Comportamento

Amor

Será que estou em um relacionamento abusivo?

O parceiro abusador tenta controlar o outro, provoca e humilha, controla suas amizades e a vida financeira...

11 out, 2018

Por Andrea Lorena

E-mail enviado por uma leitora:

“O meu marido me maltrata muito. Não sei o que fazer, estou desesperada; é como se ele não gostasse de mim... superestranho, ele me abraça e fala: "pena que você não gosta de mim”. Aí eu penso... então por que está me abraçando? Sinto esse abraço tão falso. Diz que sou sem-vergonha e vagabunda, porque eu não trabalho. Isso é certo ou e um sinal de que ele não gosta de mim? Quando disse que iria me separar dele, ele disse que ia me quebrar no cacete. Ameaçou de matar minha família. Tenho uma filha de um ano e meio e cuido muito bem dela. Entro em desespero e começo a chorar na frente dele. Fico supernervosa, até tremo. E acho que isso não é vida para mim. Falo pra ele que minha vida e uma desgraça. Por mim ele é louco, não sei o que faço. Na hora da discussão ele me dá uns tapas. Me morde de ficar marca! Até me lembro de um dia que eu disse que estava passando mal, queria ficar quietinha pois estava muito mal! Ele não entendeu, começou a brigar e a me dar tapas. Fora essas brigas, quando não esta acontecendo, para mim, ele é o homem.”

Resposta: Parece que você está em um relacionamento abusivo. Você sabe o que é um? São relacionamentos onde um dos parceiros sofre violência psicológica, algumas vezes, as agressões físicas também estão presentes.

O parceiro abusador tenta controlar o outro, provoca e humilha, controla suas amizades e a vida financeira, faz chantagem, tem postura egoísta e faz jogos emocionais com o intuito de diminuir o parceiro vitimizado.

Quem está do outro lado, tem dificuldade de enxergar o que realmente está acontecendo. Mas, depois que assume para si mesma a situação na qual está envolvida, fica mais fácil enxergar a solução.

Converse com pessoas de sua confiança, peça ajuda, procure se respaldar também de forma legal (você tem a lei do seu lado). Procure suporte emocional para atravessar esse momento de turbulência. Reconquiste sua autoestima!


Atenção!
Este texto não substitui uma consulta ou acompanhamento de psicólogo e não se caracteriza como sendo um atendimento.

 

 


Andrea Lorena é psicóloga. Doutoranda pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Possui mestrado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). É coordenadora dos setores de pesquisa e tratamento do Amor Patológico e Ciúme Excessivo do Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso (PRO-AMITI) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. www.psicologiaecognicao.com

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