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Habilidades cognitivas parecem ser o resultado de anos de treinamento e aprendizagem

A neurociência mostra a aprendizagem no funcionamento cerebral

15 out, 2018

Por Marta Relvas

No século XIX, foi proposto que o cérebro estaria para a mente assim como o violino para a música. Hoje, metáforas mais pertinentes para cérebros e mentes são o computador e seus programas. O Hardware é análogo ao cérebro geneticamente determinado, enquanto o Software é a parte passível de modificação, resultando da experiência comportamental. A diferenciação celular, migração, sinaptogênese (processo de formação de sinapses entre os neurônios) e outros fatores têm um papel muito importante no desenvolvimento.

O estudo da aprendizagem une a educação com a neurociência porque esta investiga o processo de como o cérebro aprende e lembra, desde o nível molecular e celular até as áreas corticais. A formação de padrões de atividade neural considera- se que correspondam a determinados “estados e representações mentais”.

O ensino bem-sucedido, provocando alteração na taxa de conexão sináptica, afeta a função cerebral. Por certo, isto também depende da natureza do currículo, da capacidade do professor, da metodologia de ensino, do contexto da sala de aula, da família e sociedade. O indivíduo aprende por meio de modificações funcionais do SNC (Sistema Nervoso Central), principalmente nas áreas da linguagem, das gnosias, das praxias, da atenção e da memória, e, para que o processo da aprendizagem se estabeleça corretamente, é necessário que as interligações entre as diversas áreas corticais e outros níveis sejam integradas efetivamente.
 
E a neurociência mostra a aprendizagem no funcionamento cerebral: (...) A neurociência é e será uma grande aliada para identificar cada indivíduo, como único e também para descobrir a regularidade, o desenvolvimento e o tempo de cada um, e auxilia na compreensão do que é comum a todos os cérebros, dando respostas confiáveis a importantes questões sobre a aprendizagem humana. (Fátima Alves, 2012, p. 201)

Segundo RELVAS (2012), a escola é para aprendizagem coletiva. A aprendizagem neural não combina com currículo escolar, porque o tempo da escola institucional não é o ritmo da sinapse neural, o educando tem de aprender ou pseudoaprender os conteúdos diante das necessidades estatísticas e, muitas vezes, apresenta uma determinada dificuldade, e essas não são resolvidas.

Para Luria (1976), a atividade cognitiva não permanece estática ao longo das diversas etapas do desenvolvimento histórico, e as formas mais importantes do processamento cognitivo (percepção, abstração, interferência, raciocínio) variam quando as condições de vida social mudam e quando são incorporados novos conhecimentos, como, por exemplo, o aprendizado da leitura e da escrita.


Bióloga; Doutora e Mestre em Psicanálise; Neuroanatomista; Neurofisiologista; Psicopedagoga e Especialista em Bioética; Tem certificação no programa internacional em Reggio Emília Study Abroad Program na Itália; Title of People Expression Special category Best Practices in Education Neurosciences and childhood and adolescence learning of Erasmus+ University – Europe – Portugal; Membro Efetiva da Sociedade Brasileira de Neurociência e Comportamento; Membro da Associação Brasileira de Psicopedagogia Rio de Janeiro; Autora de livros e DVDs sobre Neurociência e Educação – Transtornos da Aprendizagem publicados pela Editora WAK e Editora Qualconsoante de Portugal; Atua ainda como Professora Universitária na Universidade AVM Educacional / Cândido Mendes, nos cursos de pós graduação em Psicopedagogia, Psicomotricidade, Neurociência Pedagógica, e na formação Docente; Professora na Universidade Estácio de Sá no Rio de Janeiro nos cursos das áreas: saúde, licenciatura; Professora Mentora do curso de Neurociência e Educação CBI OF Miami. Professora, pesquisadora convidada no curso de pós graduação de Neurociência do IPUB/ UFRJ. Coordenadora do Programa de Pós graduação de Neurociência Pedagógica na Universidade Candido Mendes/ AVM Educacional. Palestrante no Brasil e no exterior.

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