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Comportamento

Amor

Amor-próprio, foco e determinação

Amor-próprio exige uma alta dose de egoísmo saudável

08 nov, 2018

Por Tatiana Ades

Quando falamos em amor, geralmente esquecemos que o foco principal deva ser em nós mesmos.

Amar o outro e estar focado nele: é uma forma de abandono emocional, da nossa própria identidade.

Amar o outro enquanto estamos nos amando, é uma maneira eficaz, saudável e benéfica de estar com contato com o sentimento de vínculo que faz crescer e amadurecer.

Amar a si mesmo, tarefa difícil?

Não, se estivermos em contato com a nossa mente e alma, focadas em nossa vida de forma determinante e inexorável.

Amor-próprio exige uma alta dose de egoísmo saudável, sabedoria para doar e receber na mesma proporção e amadurecimento do processo de autoconhecimento.

Se conseguirmos  forcar em nós mesmos, estamos automaticamente com muito mais capacidade de focar no outro, ajudar e não sabotar a nossa vida.

Amor-próprio exige foco, resiliência em propósitos e muita determinação.

A terapia, o exercício físico, a meditação e o contato abundante com a nossa essência nos tornam sábios e seres com sabedoria conseguem  seguir em frente e realizar conquistas em todos os âmbitos: amoroso, profissional e familiar.

Pense um pouco: o que falta pra você se amar de verdade?

Faça uma lista com seus objetivos reais, esqueça um pouco o papel de doador e sinta-se recebedor. O que você faria se pudesse e ainda não fez por falta de coragem ou falta de amor-próprio?

Pessoas que conseguem atingir o patamar do autoconhecimento são felizes, realizadas e sabem lidar muito melhor com os empecilhos da vida e do dia a dia.

Comece a se observar, perceba o que necessita ser modificado internamente, programe-se para uma vida de mais autoconhecimento, desconstrua ideias enraizadas, reconstrua novos padrões, foque em você com toda a determinação do mundo e vá ao encontro de sua real essência e identidade. O sucesso será apenas consequência!


É psicanalista e escritora e teatróloga. Em seus livros, o foco de estudo é o comportamento humano e o amor patológico. Tem em seu currículo várias peças escritas e encenadas nos teatros de São Paulo, além de ter concorrido ao prêmio Shell de melhor texto teatral com Os Viúvos – Teatro Ruth Escobar (2003). Como escritora, em 1998, ganhou um concurso com o conto O silêncio da raposa. Eles são o resultado de uma pesquisa de três anos: Hades – Homens que amam demais e As escravas de Eros.

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