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Comportamento

Amor

Como fazer meu marido perceber que ele é misógino para poder ajudá-lo?

Para que seu marido mude de comportamento, primeiramente, ele tem que se conscientizar disso

07 jan, 2019

Por Andrea Lorena

E-mail enviado por uma leitora:

“Boa tarde. Encontro-me perdida em sentimentos, razão e emoção. Meu marido se encaixa no perfil de um homem misógino: sofro agressões psicológicas diariamente quando não parte para agressão física. Sinto-me perdida, pois o amo e gostaria de salvar meu casamento, ajudando-o a se perceber nesse contexto. Por favor, me ajude.”  

Resposta: Antes de mais nada, vamos definir o que é misoginia. Trata-se de um termo proveniente do grego miseo – significa ódio, e gyne, que se refere à mulher. Logo, é o ódio à mulher, antipatia ou desprezo. Pode ser demonstrado por meio de diferentes comportamentos, tais como comentários sexistas, opressão, objetificação da mulher e, em casos mais extremos, pode acontecer violência verbal ou física.

Algumas teorias afirmam que o início da misoginia surge devido à ocorrência de algum trauma vivido pelo homem. Esse trauma foi perpetrado por alguma mulher: mãe, tia, irmã, professora...

No entanto, cara leitora, para que seu marido mude de comportamento, ele, primeiramente, tem que se conscientizar disso, principalmente das consequências que esse tipo de comportamento violento pode acarretar. As mudanças reais precisam vir da vontade dele, de nada adianta querer ficar mudando o parceiro.
Normalmente, essa vontade de querer mudar o parceiro vem acompanhada de um quadro chamado Amor Patológico (clique aqui e leia mais). Como o próprio nome diz, é patológico. Logo, a relação amorosa não se dá de forma saudável, o que acaba ocasionando grandes prejuízos emocionais aos envolvidos.

Vocês dois acabam entrando num ciclo sem fim: uma parte tentando mudar o comportamento do outro, e, portanto, oferecendo inúmeras chances para que isso aconteça; e por outro lado, a outra parte prometendo que nunca mais irá agredir ou coisa do tipo.

Reflita e veja quem vai ganhar a disputa: a razão ou a emoção!
 

Atenção!
Este texto não substitui uma consulta ou acompanhamento de um psicólogo e não se caracteriza como sendo um atendimento.


Andrea Lorena é psicóloga. Doutoranda pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Possui mestrado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). É coordenadora dos setores de pesquisa e tratamento do Amor Patológico e Ciúme Excessivo do Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso (PRO-AMITI) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. www.psicologiaecognicao.com
person Tatiana Ades
event 27 ago, 2018

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