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Paixão: projeção da ‘perfeição’

“Difícil é amar uma mulher e simultaneamente fazer alguma coisa com juízo.” Leon Tolstói

28 jan, 2019

Por Ângelo Medina

Esta frase de Tolstói, sob meu ponto de vista, estaria corretíssima, se substituíssemos por se apaixonar por...

O ato de amar, ao contrário, contém uma boa dose de juízo. A falta de juízo é muito mais própria à paixão. Nesta, o outro é incrível e fazemos qualquer loucura para vê-lo feliz e nos sentirmos felizes!

Em geral, tudo tende a fluir harmonicamente quando o par está apaixonado. O parceiro (a) parece perfeito, o idealizamos, projetando nele todos nossos anseios.

Já no estágio subsequente, o do amor, isso para quem consegue chegar lá, a temperatura já baixou, e passamos a conhecer o outro, de verdade, com todas suas qualidades e defeitos. Mesmo com o “lado negro” do par exposto, continuamos a admirá-lo e nos doamos sem nos exaurir...

Atitudes como empatia, generosidade, uma grande sintonia, o cuidado e o enorme carinho pelo outro nos deixam preenchidos e felizes no relacionamento.  
 
Quanta mais se entrega com prazer, mais se recebe... Nessa profunda troca, há uma fonte simbiótica, multiplicadora e inesgotável.

Como já disse por aqui, amor rima com dor sim. O que podemos extrair dela, é um aprendizado para fortalecer o vínculo no relacionamento.                              

 


Ângelo Medina é editor-chefe do portal Vya Estelar. É jornalista e ghost writer. Com 30 anos de experiência, iniciou sua carreira na cobertura das eleições à Prefeitura de São Paulo em 1988 (Jornal da Cultura). Trabalhou no Caderno 2 - O Estado de São Paulo, Revista Quatro Rodas (Abril). Colaborou em diversas publicações e foi assessor de imprensa no setor público e privado. Concebeu o site Vya Estelar em 1999. É formado em Comunicação Social pela UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora.

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