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Saúde e Bem-estar

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Por que abrimos a geladeira várias vezes em busca de guloseimas?

O cérebro e o comportamento alimentar

12 fev, 2019

Por Marta Relvas

Quem nunca abriu a geladeira várias vezes em busca de comidinhas gostosas e prazerosas?

A estrutura do cérebro responsável por exercer o controle sobre o comportamento alimentar participando ativamente na regulação do apetite é o hipotálamo ventromedial, hipotálamo lateral, chamados de centro da saciedade e centro da fome, respectivamente. A ideia de que estas regiões hipotalâmicas possam funcionar como núcleos de regulação da alimentação, embora atrativa de forma conceitual, não está, ainda, inteiramente consolidada. O cérebro não parece ser organizado em centros isolados que controlam funções específicas.

O papel do hipotálamo na regulação do apetite se assemelha a um transdutor – espécie de dispositivo. Ou seja, ele integra os múltiplos sinais sensoriais que dão conta do meio interno e mantém a homeostase (estabilidade) do organismo por meio da ativação e desativação do comportamento de busca do alimento.

Pesquisas demonstram que o cérebro é responsável por produzir um sistema químico de sinalização a cargo de aspectos relacionados ao nosso humor, comportamentos, movimentos e atividade mental, e como sinalizadores, temos a serotonina e a dopamina.

A serotonina é uma substância química produzida nos neurônios que tem a função relacionada ao bem-estar, à felicidade e ao bom humor. Ela é sintetizada em diferentes partes do cérebro e do corpo, onde pode ser armazenada ou liberada. A matéria-prima mais importante da serotonina é um aminoácido denominado triptofano, encontrado em todos os alimentos ricos em proteínas, como laticínios, ovos, carnes e peixes.

Os alimentos quando digeridos, o aminoácido triptofano penetra na corrente sanguínea e é transportado para os tecidos celulares, onde será usado na síntese de proteínas do próprio organismo e de outras moléculas essenciais como a serotononina. Vale ressaltar que apenas 10% da serotonina do organismo é encontrada no cérebro. O restante é produzido no sistema gastrointestinal, onde ela desempenha muitas funções.

Daí a provável relação que pesquisas estão apontando é a integração entre o sistema nervoso central e o sistema gastrointestinal, sendo denominado de sistema nervoso entérico.


Bióloga; Doutora e Mestre em Psicanálise; Neuroanatomista; Neurofisiologista; Psicopedagoga e Especialista em Bioética; Tem certificação no programa internacional em Reggio Emília Study Abroad Program na Itália; Title of People Expression Special category Best Practices in Education Neurosciences and childhood and adolescence learning of Erasmus+ University – Europe – Portugal; Membro Efetiva da Sociedade Brasileira de Neurociência e Comportamento; Membro da Associação Brasileira de Psicopedagogia Rio de Janeiro; Autora de livros e DVDs sobre Neurociência e Educação – Transtornos da Aprendizagem publicados pela Editora WAK e Editora Qualconsoante de Portugal; Atua ainda como Professora Universitária na Universidade AVM Educacional / Cândido Mendes, nos cursos de pós graduação em Psicopedagogia, Psicomotricidade, Neurociência Pedagógica, e na formação Docente; Professora na Universidade Estácio de Sá no Rio de Janeiro nos cursos das áreas: saúde, licenciatura; Professora Mentora do curso de Neurociência e Educação CBI OF Miami. Professora, pesquisadora convidada no curso de pós graduação de Neurociência do IPUB/ UFRJ. Coordenadora do Programa de Pós graduação de Neurociência Pedagógica na Universidade Candido Mendes/ AVM Educacional. Palestrante no Brasil e no exterior.

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