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Comportamento

Amor

WhatsApp, Telegram e Instagram prejudicam os relacionamentos?

Redes sociais carregam o poder que dermos a elas

05 abr, 2019

Por Andrea Lorena

Os aplicativos de conversação e redes sociais tais como WhatsApp, Instagram e Telegram têm sido vistos ultimamente como os grandes vilões dos relacionamentos, tanto para os longos quanto para os curtos, pois é através destes canais de comunicação que podem acontecer conversas de cunho afetivo com uma terceira pessoa, quarta ou quinta... quem sabe?

À primeira vista podemos dizer que sim, que de certa forma eles facilitam a vida daqueles que querem ter relacionamentos paralelos, uma vez que a comunicação se dá de forma rápida e discreta. Normalmente, começa-se com um like aqui e outro acolá, tanto com conhecidos quanto com desconhecidos, e depois a conversa passa para o âmbito mais privado.

Contudo, apesar de estarmos mais expostos e vulneráveis ao contato externo numa rede social, devemos ter em mente que tais aplicativos são apenas ferramentas de comunicação. E quem determina o uso (bom ou mau) é justamente o usuário.

Redes sociais: demonização

Logo, não devemos demonizar as redes sociais, elas não são as culpadas, e sim, as facilitadoras, assim como os bares, festas, roda de amigos e afins. Pode-se conhecer um pretende em qualquer lugar, não necessariamente somente nas redes sociais. O que estou tentando dizer é que quem estiver cansado do seu relacionamento amoroso e for buscar uma nova pessoa ou aquele que quiser apenas ter uma aventura vai procurar tanto fora quanto dentro dos aplicativos.

Podemos também olhar para o lado positivo dessas ferramentas, por exemplo, casais que moram em cidades diferentes ou quando um dos parceiros precisa fazer viagens frequentes, usam o WhastApp para se comunicar e matar as saudades.

Mais uma vez, tudo depende do usuário e do seu objetivo em usar as redes sociais. Elas por si só não tem o poder de destruir relacionamentos, mas sim, carregam o poder que dermos a elas.


Andrea Lorena é psicóloga. Doutoranda pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Possui mestrado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). É coordenadora dos setores de pesquisa e tratamento do Amor Patológico e Ciúme Excessivo do Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso (PRO-AMITI) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. www.psicologiaecognicao.com

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