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Como transformar o cérebro para lidar com a vida

Desenvolvimento do cérebro é diferente entre os sexos, porém não é um fator determinante

21 maio, 2019

Por Marta Relvas

Na escola contemporânea é importante o professor estar atento ao comportamento dos estudantes, bem como, nas aprendizagens acadêmicas e socioemocionais. E um dos possíveis caminhos é por meio das habilidades significativas relacionadas  com a vida. Evidências científicas anatômicas e fisiológicas revelam que o desenvolvimento do cérebro é diferente entre os sexos, porém não é um fator determinante, daí é possível imaginar como garotos e garotas se comportam para serem aceitos no convívio social – grupo.

Internalizar para poder transformar

Numa sala de aula os estudantes têm expectativas, desejos, habilidades e conexões neurais diferentes, e é exatamente aí o ponto de trabalho do educador: provocar o desejo, estimular o outro a querer aprender, compreender que é necessário internalizar para se transformar, provocar neuroplasticidade intencional neural no cérebro para mudar suas atitudes perante o mundo, ou seja, amadurecer tanto biológica como psicologicamente para enfrentar as adversidades do vida. É acreditar que se pode fazer o melhor, se superar. Por isso, numa sala de aula o melhor não é promover a competitividade dos gêneros, mas sim provocar a competência coletiva, o que cada um tem para contribuir com o outro.

Apoio entre gêneros

Não existem tarefas só de meninos ou de meninas, um pode apoiar o outro a se superar e a vencer obstáculos, provocando o desenvolvimento das habilidades emocionais e sociais, tão importante para  os dias de hoje.

Penso que ainda tem muito a se fazer para essa compreensão, que primeiro precisa vir da família, escola, dos educadores para que se possa (re)construir um indivíduo-sujeito em sua plenitude e potencialidades.


Bióloga; Doutora e Mestre em Psicanálise; Neuroanatomista; Neurofisiologista; Psicopedagoga e Especialista em Bioética; Tem certificação no programa internacional em Reggio Emília Study Abroad Program na Itália; Title of People Expression Special category Best Practices in Education Neurosciences and childhood and adolescence learning of Erasmus+ University – Europe – Portugal; Membro Efetiva da Sociedade Brasileira de Neurociência e Comportamento; Membro da Associação Brasileira de Psicopedagogia Rio de Janeiro; Autora de livros e DVDs sobre Neurociência e Educação – Transtornos da Aprendizagem publicados pela Editora WAK e Editora Qualconsoante de Portugal; Atua ainda como Professora Universitária na Universidade AVM Educacional / Cândido Mendes, nos cursos de pós graduação em Psicopedagogia, Psicomotricidade, Neurociência Pedagógica, e na formação Docente; Professora na Universidade Estácio de Sá no Rio de Janeiro nos cursos das áreas: saúde, licenciatura; Professora Mentora do curso de Neurociência e Educação CBI OF Miami. Professora, pesquisadora convidada no curso de pós graduação de Neurociência do IPUB/ UFRJ. Coordenadora do Programa de Pós graduação de Neurociência Pedagógica na Universidade Candido Mendes/ AVM Educacional. Palestrante no Brasil e no exterior.

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