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Equilibre-se

Espiritualidade

A história de Buda: o que ele veio nos ensinar?

Na madrugada – um Buda surge – na madrugada, corações se abrem. Abra o seu, agora.

Amanhece.

A Floresta, com perfume refrescante emanado da umidade do orvalho sobre as folhagens e da terra úmida compõe, ativa e silenciosamente, o som do passo macio daquele que acessou a grande Sabedoria e de onde, em seu seio, o coração de compaixão se abriu.

Xaquiamuni Buda caminha na floresta. Floresta e Buda, uma realidade única, em plena presença e contentamento.

Buda afirma a si mesmo: 

- É urgente compartilhar às pessoas aquilo que acessei!!!!

Seus colegas de prática despertavam do sono da noite e, assombrados,  olhavam para aquele homem, com andar sereno, belo, centrado e, curiosos perguntavam entre si:

- O que aconteceu com Sidarta Gautama? Com o jovem Príncipe?

Até os bichinhos, lebres, esquilos, pássaros, cobras, insetos, pararam em meio ao seu caminho e observaram aquele ser vivo, radiante.

A luz da Sabedoria emanada misturava-se com os raios de sol do amanhecer entre as árvores... Sidarta Gautama, após dias em meditação zen, teve a grande experiência de perceber pertencer à grande e infinita teia da vida do cosmos, onde não havia mais um observador e um observado. Surgiu sobre a face da Terra um Buda – um ser “desperto”. Sidarta Gautama, o jovem indiano, se tornou Buda, Xaquiamuni Buda, o iluminado, o desperto da família Xaquia.

Encontrando-se com seus companheiros de prática, sentou-se, e começou a compartilhar a experiência vivida e parou de ensinar somente aos 80 anos de idade.

Muitos chegavam até ele e seus sermões, sutras, ensinamentos eram ouvidos por centenas e milhares de pessoas, reis, príncipes de povos distantes, povos da índia e Ásia.

Constituíram-se comunidades de praticantes, discípulos que se tornaram excelentes professores. A sanga de Buda, monges, monjas, leigos e leigas, crescia e amadurecia. E, por onde passava, com os seus pés descalços no chão de terra seca, o caminho se tornava fértil.

Após o Parinirvana de Buda aos 80 anos de idade, quando entrou na grande Paz, seus discípulos seguiram por toda Ásia, Europa, EUA e América Latina, Brasil, em um período de 2600 anos.

Na linguagem poética acima descrita, a nossa vida se transforma diante dos ensinamentos de Buda. Mas, quais são esses ensinamentos? O que Sidarta Gautama acessou? Qual é afinal a urgência?  Podemos acessar também? Transformará  a nossa vida? Poderá transformar o mundo de sofrimento em mundo de justiça, equidade e contentamento?

Estarei com vocês nessa caminhada e compartilharemos nossos alimentos e água. 

Vamos nos sentar?


Monja Zen Budista da Tradição Soto Zen – Japão.  Brasileira, é discípula de Monja Coen Roshi, a sua formação é no Budismo Zen, da Escola Soto Zen da tradição do Japão. Orienta práticas de zazen, meditação zen e cursos. Integra iniciativas de mobilização e sensibilização social por meio da meditação zen e diálogos temáticos, a diversos públicos, tendo por base os ensinamentos de Xaquiamuni Buda.  É também musicista, integrando som e sopro, como linguagem do “ interser. ” Blog: http//caleidoscopiozen.blogspot.com

Existe reciprocidade no seu relacionamento amoroso?