imagem de capa

Comportamento

Amor

Por que parte das mulheres de 40 anos nunca namorou na vida

Há um tipo de amor chamado Pragma, caracterizado por buscar/achar um parceiro que se adeque às suas expectativas

30 ago, 2019

Recebi o seguinte questionamento: “É possível que mulheres de 40 anos nunca tenham namorado na vida?” e muitas carinhas espantadas após a mensagem...

É possível, sim, tanto para homens quanto para mulheres.

Mas vamos focar nas mulheres, afinal, a pergunta foi direcionada.

Pesquisando e pensando um pouco, encontrei algumas respostas plausíveis para esta peculiar pergunta.

Parece que com o passar dos anos, as mulheres vão se tornando cada vez mais exigentes quanto à escolha do parceiro. Geralmente, são mulheres muito bem-sucedidas, com vida profissional estável ou em plena ascensão e que não querem ter filhos (e não estão muito interessadas em ter enteados também). Por todo esse cenário, relatam ter dificuldade em encontrar alguém que se encaixe nos seus pré-requisitos.

Amor pragma

Aliás, existe um tipo de amor chamado Pragma, caracterizado por buscar/achar um parceiro que se adeque às suas expectativas, ou seja, amor pragmático. Ao menos teoricamente, tais mulheres podem estar com este tipo de amor mais ativado.

No entanto, há outro de grupo de mulheres de 40 anos que também não se envolvem afetivamente com um parceiro, porém, mais guiadas por pensamentos de baixa autoestima, medo de se relacionar e não gostar do seu próprio corpo. Ressaltamos que tudo isso também pode acontecer com as mulheres bem-sucedidas que comentei no parágrafo anterior. Por ter pensamentos constantes de menos valia, encontrar um relacionamento fica mais complicado, uma vez que isto pode interferir no processo de escolha do parceiro assim como no momento da conquista.

Autoconhecimento é muito bem-vindo  

Para todos os casos, o autoconhecimento é sempre muito bem-vindo, já que se faz necessário entender os reais motivos de nunca ter se relacionado afetivamente: medo? Insegurança? Quais as crenças que estão por trás disso? E a pergunta final: estou feliz assim? Se a resposta for sim, sim sincero, não há problema algum. Caso contrário, mãos à obra!


Andrea Lorena é psicóloga. Doutoranda pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Possui mestrado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). É coordenadora dos setores de pesquisa e tratamento do Amor Patológico e Ciúme Excessivo do Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso (PRO-AMITI) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. www.psicologiaecognicao.com

Existe reciprocidade no seu relacionamento amoroso?