imagem de capa

Como escolher uma boa academia de ginástica

por Simone Sarti

Todo ano é a mesma coisa... Próximo ao verão, a epidemia de malhação vem à tona e junto com a barriga-tanquinho e a cintura de pilão vem junto uma profusão de lesões. O jornal Folha de São Paulo publicou nesta semana (10 de outubro), matéria sobre epidemia de lesões em academias. Portanto, aqui vai alguns procedimentos para você escolher com segurança uma academia de ginástica.

A academia de ginástica é um local voltado para a saúde, para adquirir ou melhorar sua qualidade de vida. Portanto, um local onde você deve se sentir bem. Por isso, antes de se matricular numa delas, é interessante que se observe alguns itens.

Por causa da vida muito corrida, é importante que a academia seja próxima de sua casa ou trabalho, isso diminuiria as chances de você faltar as aulas.

A recepção deve ser agradável, o funcionário deve ser atencioso e lhe passar o máximo de informações sobre o funcionamento, regulamentos, horários, aulas de seu interesse, etc. Se logo de cara a academia não conseguir atender bem seus clientes, é porque não primam pela organização.

Peça para conhecer as instalações e observe a qualidade e o estado de conservação em que se encontram os materiais e aparelhos. Esses não precisam ser luxuosos ou ultra modernos, mas devem estar em perfeitas condições de uso. É uma questão de segurança.

A higiene é fundamental, tanto nos banheiros, vestiários, como nas salas de aula. Observe por exemplo se são colocados separados os colchões usados dos colchões limpos, se funcionários constantemente limpam e secam os pisos, os assentos e encostos dos aparelhos. Isso evita uma série de doenças de pele, que podem não ser graves, mas desagradáveis.

O espaço físico das salas de aula deve estar adequado ao número de alunos. Uma sala muito cheia não é recomendável, pois você pode se machucar ou machucar um colega. Quanto mais alunos numa sala, menor a possibilidade do professor observar o aluno com atenção. Isso é um ponto desfavorável às grandes academias. Por melhor e mais competente que seja o professor, é impossível, orientar, controlar e observar mais que dez alunos ao mesmo tempo.

Algumas academias possuem uma infraestrutura fantástica, desde espaço para bate-papo, cybercafé, restaurante, até lavanderia, secadora de lingeries nos vestiários, salão de beleza, etc. Em geral, locais agradabilíssimos (foram projetados para cativar), porém, cuidado, eles oferecem pacotes 'com direito' a tudo isso, incluindo todas as modalidades de aulas. Aparentemente não é caro, mas você vai ter tempo de usufruir de tudo? Ou vai chegar, fazer sua aula preferida (uma ou duas) e sair? Então acaba não valendo a pena o custo-benefício.

Verifique também se os horários das aulas de seu interesse são compatíveis com seus horários disponíveis.

Quanto aos professores, segundo a lei 9696, que regulamenta a profissão de Educação Física, todos os que atuam na área, devem ter faculdade de Educação Física. Não fique orgulhoso por ter aulas com um campeão de determinada modalidade. Ele é o 'melhor' na prática, mas é um atleta e não um professor. Por isso, pode não ter os conhecimentos necessários em fisiologia, anatomia, biomecânica, didática do ensino... elementos essenciais para ministrar aulas.Você se consultaria com um 'médico' sem faculdade de medicina? Pois é sua saúde que está em jogo. Pergunte se os professores são formados, os que tem especializações e se todos são credenciados no conselho regional de Ed. Física (CREF). Estagiários não podem dar aulas sem acompanhamento de um profissional formado.

Enfim, verifique todos esses pontos, tire todas as suas dúvidas, para então se matricular naquela mais adequada às suas possibilidades e estilo. Agora lembre-se, nenhum aparelho ou modalidade faz milagres no seu corpo, o que conta é seu empenho, assiduidade e determinação, acompanhados de boa orientação.


Ângelo Medina é editor-chefe do portal Vya Estelar. É jornalista e ghost writer. Com 30 anos de experiência, iniciou sua carreira na cobertura das eleições à Prefeitura de São Paulo em 1988 (Jornal da Cultura). Trabalhou no Caderno 2 - O Estado de São Paulo, Revista Quatro Rodas (Abril). Colaborou em diversas publicações e foi assessor de imprensa no setor público e privado. Concebeu o site Vya Estelar em 1999. É formado em Comunicação Social pela UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora.

O que você achou do novo Vya Estelar?