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Saúde e Bem-estar

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Dez dicas para manter seu cérebro ativo

Potencialize seus neurônios com bons pensamentos

01 jan, 2016

por Marta Relvas

"Nosso cérebro é o melhor brinquedo já criado: nele se encontram todos os segredos, inclusive o da felicidade"
Charles Chaplin

Por uma viagem fascinante...

Não são apenas estrelas no universo que fascinam o homem com seu impressionante número. O nosso universo biológico interno é uma gigante "galáxia" com centenas de bilhões de pequenas células nervosas - denominadas de neurônios, que formam o cérebro e o sistema nervoso - essas comunicam-se umas com as outras pelos pulsos eletroquímicos para produzir atividades mentais e físicas, sem as quais não seria possível expressarmos toda a nossa riqueza interna sem perceber o nosso mundo externo, como som, cheiro, sabor e, também, luz e brilho, inclusive o das estrelas.

Muito se escuta falar no termo "massa cinzenta" quando o assunto é cérebro. "Em uma secção transversal feita no cérebro, é fácil ver as áreas cinzentas e brancas. O córtex e outras células nervosas são cinzentos, e as regiões entre eles, brancas. A coloração cinzenta é produzida pela agregação de milhares de corpos celulares, enquanto a cor branca é a cor da mielina. A cor branca revela a presença de feixes de axônios (parte do neurônio) passando pelo cérebro, mais que em outras áreas nas quais as conexões estão sendo feitas. Nenhum neurônio tem conexão direta com o outro. No final do axônio - prolongamento de célula nervosa (neurônio) -, encontram-se filamentos terminais, e estes estão próximos de outros neurônios. Eles podem estar próximos dos dendritos de outros neurônios (algumas vezes em estruturas especiais chamadas espinhas dendríticas), ou próximos ao corpo celular".

Os dendritos são prolongamentos citoplasmáticos curtos, ramificados e desempenham a função de ampliar a área de capacitação da membrana neuronal dos estímulos nervosos externos à célula, para que sejam avaliados no corpo celular. Quanto maior for a quantidade de dendritos, maior será a quantidade de informação. Isso permite ao corpo celular a elaboração de uma resposta mais completa e complexa.

Os neurônios possuem um envoltório de lipídeos e proteínas - gorduras e cadeia de aminoácidos. A estrutura básica dessa membrana é uma camada bilateral de fosfolipídeos, organizada de tal forma que a região polar (carregada) está voltada para fora e a região não polar para dentro. A face externa da membrana contém receptores - que são pequenas regiões moleculares especializadas que fornecem uma espécie de "recipiente" para outras moléculas externas -, em um esquema análogo a uma chave e fechadura. Para cada molécula externa, existe um receptor correspondente.

Dez dicas para manter o cérebro ativo:

1ª) Potencialize seus neurônios com bons pensamentos, evite o lixo mental e as toxinas orgânicas que provocam os radicais livres - são livres mesmo! Não têm combinação com nenhuma molécula e aceleram o envelhecimento celular precoce.

2ª) Ame mais, cuide mais de você e dos outros: quando mais conscientemente damos amor, mais se presta atenção em detalhes no cotidiano. Pratique mais a capacidade da escuta.

3ª) Tenha, por noite, no mínimo seis horas e meia de sono.

4ª) Sorria mais para as pessoas e para você.

5ª) Pratique atividades físicas, elas ajudam a liberar endorfinas (substâncias que promovem o bem-estar) e a manter o nível de serotonina no cérebro.

6ª) Escolha seus amigos. Boas companhias podem influenciar muito no estilo de uma vida saudável, no teor construtivo no alicerce do dia a dia.

7ª) Procure organizar minimamente o espaço físico em que você vive.

8ª) Aprenda a "gerenciar" seus desejos. "Só se entende os sentimentos quando se educa as emoções".

9ª) Procure alimentar-se de forma saudável e não coma em excesso, isso ajuda a evitar maior gasto de energia celular e demanda menos atividade orgânica.

10ª) Desenvolva a capacidade da fé, estudos neurocientíficos demonstram que pessoas com mais fé apresentam menor ansiedade, até mesmo quando atravessam uma determinada dificuldade na vida.


Bióloga; Doutora e Mestre em Psicanálise; Neuroanatomista; Neurofisiologista; Psicopedagoga e Especialista em Bioética; Tem certificação no programa internacional em Reggio Emília Study Abroad Program na Itália; Title of People Expression Special category Best Practices in Education Neurosciences and childhood and adolescence learning of Erasmus+ University – Europe – Portugal; Membro Efetiva da Sociedade Brasileira de Neurociência e Comportamento; Membro da Associação Brasileira de Psicopedagogia Rio de Janeiro; Autora de livros e DVDs sobre Neurociência e Educação – Transtornos da Aprendizagem publicados pela Editora WAK e Editora Qualconsoante de Portugal; Atua ainda como Professora Universitária na Universidade AVM Educacional / Cândido Mendes, nos cursos de pós graduação em Psicopedagogia, Psicomotricidade, Neurociência Pedagógica, e na formação Docente; Professora na Universidade Estácio de Sá no Rio de Janeiro nos cursos das áreas: saúde, licenciatura; Professora Mentora do curso de Neurociência e Educação CBI OF Miami. Professora, pesquisadora convidada no curso de pós graduação de Neurociência do IPUB/ UFRJ. Coordenadora do Programa de Pós graduação de Neurociência Pedagógica na Universidade Candido Mendes/ AVM Educacional. Palestrante no Brasil e no exterior.

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