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Comportamento

Carreira

Entrevista para emprego: qual salário você gostaria de ganhar? Saiba responder

Salário atual ou o último salário pode ser um referencial seguro

01 jan, 2016

por Roberto Santos

Resposta: Já respondi a várias perguntas sobre o assunto de comportamento ideal em situações de entrevista de emprego, como o que falar sobre pontos fracos e o que responder a certas perguntas enigmáticas ou ridículas sobre o que você seria se fosse um animal ou um alimento.

A questão sobre o salário pretendido é uma das mais clássicas e que geram mais dúvidas em situações de entrevistas de emprego, especialmente quando estamos muito interessados pela vaga.

Pessoalmente, já lidei com este tema nas duas posições -- poucas vezes como entrevistado e muitas como entrevistador. Pode-se dizer que o dilema existe dos dois lados. O entrevistador precisa fazer uma proposta atrativa para o candidato quando esse é aquela peça rara de se encontrar e não se pode decepcionar com uma proposta irrisória. Por outro lado, o entrevistado precisa pensar bem em quanto pedir para não assustar o entrevistador que poderia dispensá-lo por acreditar que, em não podendo atender à sua pretensão, terá que lidar com sua desmotivação depois de contratado.

Para ambos os lados, o referencial mais seguro é o salário atual ou o último que se tem registro. O entrevistador desconfia quando o candidato aceita trocar o emprego por salário igual ou inferior se este ainda estiver empregado. Se a pretensão foi superior a 30%, o entrevistado também pode queimar seu filme, pois pode dar a entender que não tem muito interesse em trocar de posição, salvo se seu salário atual estiver muito defasado em relação ao mercado.

Outro fator muito importante a ser considerado de ambas as partes, é o que complementa o salário-base que chamamos de remuneração total. Aqui estão incluídos os benefícios e a remuneração variável como bônus, comissões, participação em lucros e resultados, e outros elementos dessa natureza. Pode acontecer que no balanço total, a remuneração total seja superior aos 30%, ainda que o salário base -- aquele registrado na carteira de trabalho -- apenas empate com o que se recebe no presente.

Finalmente, há os aspectos menos tangíveis ou não monetários que devem ser levados em conta como candidato -- oportunidade de realizar um trabalho mais interessante e desafiador, um ambiente de trabalho mais atrativo e agradável, oportunidades de treinamento, desenvolvimento e de crescimento na carreira. No curto prazo, a remuneração pode ficar para trás, mas no longo prazo, nossa realização e qualidade de vida compensarão um contracheque ou holerite temporiamente inferior. O balanço entre esses diversos elementos de remuneração, de condições de trabalho, de oportunidades de carreira, etc. deve ser ponderado de acordo com as necessidades e interesses de cada uma das partes, havendo pouca receita que sirva para todos os gostos.


Profissional de Recursos Humanos, com mais de 40 anos de atuação no mercado, Roberto teve diversas posições como profissional e executivo de RH em multinacionais de grande porte. É sócio-diretor da Ateliê RH, consultoria com mais de 14 anos de atuação no mercado, e distribuidor Hogan no Brasil. Mais informações: www.atelie-rh.com.br

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