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Autoconhecimento

Minhas Atitudes

Espertalhões são mais suscetíveis à vaidade

Vaidade deve estar sob controle e não agir livremente

por Flávio Gikovate  

O ponto de justiça - o respeito por direitos iguais - faz parte do senso comum em nosso meio social. Em relação a essa norma não é preciso dedicar grande reflexão.

Já os desvios de conduta são o fruto da corrupção da razão pela vaidade: a esperteza tem sempre objetivos finais de destaque. Os espertalhões, por exemplo, de modo geral, anseiam por chegar ao topo: isso é vaidade.

Um grupo social pode muito bem conviver em razoável harmonia apenas com a noção de justiça que está, insisto, presente na consciência de "todas" as pessoas.

Deste conceito geral se extraem as regras práticas que norteiam as condutas e as trocas nas relações interpessoais, mas para que isso ocorra de forma equilibrada e justa, é necessário que a vaidade esteja sob controle e que não aja livremente, como tem ocorrido até agora.

 


É médico psiquiatra formado pela USP em 1966. Foi assistente clínico do Institute of Psychiatry na London University. Em 45 anos de carreira já atendeu mais de oito mil pacientes. É escritor e palestrante. Assim como Erich Fromm, Carl Rogers e Erik Erickson, psicoterapeutas e escritores contemporâneos, dos anos 50 e 60, Gikovate tem tido sucesso em escrever textos sérios em linguagem coloquial. Seus livros já ultrapassam o milhão de exemplares vendidos. RIP.

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