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Autoconhecimento

Minhas Atitudes

Manter-se em paz e confiante é um sinal de heroísmo

Nossa mais importante missão é a de salvar a nós mesmos

01 jan, 2016

por Patricia Gebrim

Os heróis são figuras arquetípicas, guiados por ideais nobres e altruístas, que possuem a capacidade de enfrentar e superar problemas de grande dimensão.

Ah, os heróis. Todos nós tivemos, e talvez ainda tenhamos, heróis em nossas vidas. Não importa se os encontramos nas páginas dos quadrinhos, entre os personagens do Olimpo, nas páginas dos jornais ou até mesmo no seio de nossa família. Super-Homem, Hércules, Gandhi ou nosso pai ou mãe, os heróis nos ajudam a acreditar que nem tudo está perdido.

Nunca precisamos tanto de heróis como agora. Basta olhar ao redor para sentir um certo arrepio na espinha. O mundo anda povoado de monstros e dragões. Desafios épicos dividem nossa atenção no café da manhã, ao checar as notícias. O mundo anda áspero e assustador. E não falo apenas dos desafios, já mais do que suficientemente amedrontadores, de nosso dia a dia: ganhar dinheiro, lidar com dificuldades no trabalho, conseguir se relacionar em um ambiente onde todos têm tanto medo. A coisa não está fácil. Mas além disso, quando nos dispomos a um olhar mais abrangente, enxergamos desafios maiores, crises nucleares que ameaçam todo o nosso planeta, países que manifestam mais e mais atitudes bélicas, danos imensos ao meio ambiente... É como se nossa casa estivesse sendo simultaneamente atacada, poluída e solapada pela falta de consciência da maioria de nós.

Entendem por que precisamos de heróis?

Mas o heroísmo necessário para nossos dias tem menos a ver com atos de braveza no mundo externo, se bem que esses atos devem ser honrados, mas muito mais se relaciona com a nossa capacidade de nos mantermos em paz e confiantes, sendo o melhor de nós mesmos, mesmo em meio ao aparente caos que nos cerca.

Tudo pode ser transformado se elevarmos nosso nível de consciência, e isso nunca acontecerá se entregarmos nossa energia ao medo ou a reações puramente reativas ou defensivas. É hora de nos provarmos heróis, nos mantendo em sintonia com o que acreditamos ser correto, mesmo em meio a tanta desarmonia. E o que é correto, eu lhes digo, não virá de livro ou pessoa alguma. Não existem salvadores. Nós somos os salvadores e nossa mais importante missão é a de salvar a nós mesmos. Nós nos salvamos quando passamos a agir de acordo com uma moral que brota da nossa alma, e não dos livros de regras dessa nossa sociedade tão corrompida.

Sua alma é uma fonte de sabedoria inesgotável, ela flui ininterruptamente, dentro de você, longe das regras, longe dos pensamentos, naquele espaço sagrado feito do mais puro amor.

Acredite em todos os sinais que vierem de dentro de você!

Você é o herói, e sua alma é seu guia. Você não precisa de mais nada. Todas as informações já estão dentro de você e quando você as escuta, sabe exatamente o que fazer e como fazer. Tudo o que é necessário é que você acredite nisso.

Quando perguntamos algo à nossa alma, obtemos facilmente a resposta quanto ao que é ou não correto. A resposta brota como aquela nascente cristalina que você já deve ter visto um dia. Pura e intocada pelas distorções humanas.

Um herói, a meu ver, é uma pessoa que se entrega plenamente a esse direcionamento que vem de dentro. Não é fácil fazer isso, pois todas as dúvidas e questionamentos da nossa mente vem à tona no exato momento em que nos aproximamos de quem de verdade somos.

Se você ainda não aprendeu a ouvir a si mesmo, por mais que se julgue correto, saiba que você é um falso herói, e o mundo irá mostrar isso a você.

Mas se você for heroico o suficiente para não se deixar apanhar por esse dragão, por suas ideias preconcebidas, seus medos, suas críticas, seus julgamentos... Se você for heroico o suficiente e não desistir de si mesmo, então tudo poderá mudar, não apenas para você, mas para todos nós.


É Psicóloga Clínica, atua numa abordagem transpessoal. Seu trabalho é direcionado a favorecer o autoconhecimento e a transformação das crenças limitadoras que nos mantêm aprisionados a padrões repetitivos de escolhas. É escritora, publicou 'Gente que mora dentro da gente' e o best-seller 'Palavra de Criança' pela editora Pensamento

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