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Lenda: a história da deusa Durga

Gilberto Coutinho 01/01/2016 SERVIÇO
Durga representa o aspecto guerreiro

por Gilberto Coutinho

"Durga é a divina mãe que derrota todos os males e tem o poder de matar os demônios" Conta uma antiga lenda que, muito tempo atrás, o demônio Mahishasura, filho de Rambha, rei dos asuras (demônios), costumava perseguir e atacar os deuses com o intuito de vencê-los e de tornar-se mais poderoso do que eles. Certa vez, Rambha apaixonou-se por um búfalo. Dessa união, nasceu Mahishasura, que tinha o poder de assumir tanto a forma humana quanto a de um búfalo (mahisha).

Mahishasura também era devoto do deus Brahma. Quando os deuses (devas) oferereciam-lhe uma recompensa, ele, imediatamente, pedia-lhes a imortalidade. Como seu pedido era sempre negado, pensou numa estratégia para tornar-se um imortal. Então, solicitou aos deuses que não fosse derrotado por nenhum homem ou deus. Brahma lhe concedeu tal poder especial.

Mahishasura acreditava que nenhuma mulher fosse capaz de vencê-lo e assim se tornaria um imortal. Mas ele ignorou a sabedoria dos deuses. Mal recebeu o tal poder – siddhi –, começou a aterrorizar e causar danos ao céu e a Terra. Invadindo o céu, derrotou Indra – o rei dos deuses –, expulsando todos os devas. Como os deuses estavam sendo derrotados, eles combinaram seus poderes divinos e criaram Shakti – o aspecto feminino de deus – na forma da jovem e bela deusa Durga. Cada deus concedeu a Durga a sua arma mais poderosa: Shiva, o tridente; Vishnu, o disco – chakra –; Indra, o raio; Brahma, o kamandal ou kamandalu – o pote do elixir da vida ou imortalidade, símbolo da fertilidade, da vida e saúde –; Kuber, o gada – o arco...

Armada pelos deuses e montada num leão feroz, Durga atacou o império de Mahishasura. Durante a sangrenta batalha, Durga assume a forma de Kali para lutar e vencer o demônio Raktabhija, que tinha o poder de renascer de cada gota de sangue que dele caísse ao chão. Kali, com sua língua enorme, bebeu todas as gotas de sangue antes que elas alcançassem o solo. No nono dia de intensa batalha, ela consegue aniquilar todo o exército e, no décimo, num dia de lua cheia, ela, finalmente, mata-o.

Após uma longa e violenta batalha, Mahishasura foi derrotado. Por tal razão, a deusa Durga é celebrada como “Mahishasura mardini”, aquela que derrotou o demônio Mahishasura. Durga é a divina mãe que derrota todos os males e tem o poder de matar os demônios.

Em geral, Durga é representada com um aspecto guerreiro, com dez braços, segurando armas sagradas e realizando mudrás – gestos simbólicos com as mãos –, montada em um leão, ou tigre, feroz. Inicialmente, o Durga puja – festival hindu de reverência à deusa – era celebrado na primavera. Hoje, na Índia, as celebrações ocorrem no outono, período em que o príncipe Rama prestou homenagem à deusa Durga antes de iniciar uma terrível batalha com o rei demônio Ravana, a fim de resgatar sua esposa Sita, que havia sido sequestrada e aprisionada na ilha de Sri Lanka.

OM DUM DURGAYÊ NAMAHÁ. OM KREEM KAALIKAYÊ NAMAHÁ.
JAI MAA DURGA.

“Saudações à poderosa deusa Durga, que nos protege contra as forças do mal.
Saudações ao poder que destrói as preocupações, os males, o ataque astral e os distúrbios do sono.
Vitória à mãe Durga!”




Gilberto Coutinho

É Naturopata e Acupunturista com formação em "Medicina Tradicional Indiana (Ayurveda)", em "Yogaterapia" pela "World University Roundtable" - Arizona, USA, em "Massoterapia Indiana Ayurveda", em "Medicina Tradicional Chinesa e Acupuntura" (Membro da "Associação de Medicina Chinesa e Acupuntura do Brasil" - SP, em "Massoterapia Chinesa'.



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