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Especialistas alertam para o perigo do uso de lentes circulares

Essas lentes não são seguras

Da Redação

Conhecidas como “circle lenses” é mania iniciada na Ásia, elas são vendidas livremente em sites e não têm a aprovação da ANVISA. De acordo com os oftalmologistas Luís Gustavo Ribeiro e Leo Carvalho, os modelos que lembram olhos de animais podem causar vários problemas de visão.

Por serem maiores que as lentes de contato tradicionais, as lentes circulares (14,6 mm contra 14 mm) são inseguras, segundo os especialistas. “Elas impedem uma oxigenação apropriada da córnea, podendo levar a situações mais graves como infecções na córnea (úlceras de córnea), erosões por falta de oxigenação, alergias e inflamações”, diz o médico Luís Gustavo Ribeiro.

Assim como qualquer lente, adverte o oftalmologista Leo Carvalho, as de contato devem ser indicadas e usadas a partir de acompanhamento médico e prescritas após minucioso exame, não devendo ser usadas por tempo indeterminado.

As lentes circulares disponíveis no mercado, normalmente importadas da Coreia do Sul, são facialmente identificadas por possuírem um anel preto que faz com que a íris pareça maior. Há modelos com e sem grau.

Ribeiro alerta que toda lente, colorida ou não, de grau ou sem, tem um tempo de vida útil, e isso deve ser observado pelo usuário, sob pena de pôr a saúde ocular em risco. A lente vencida perde suas propriedades anatômicas. Os usuários de lente de contato também devem ser muito bem orientados pelos médicos sobre o armazenamento e higiene das lentes, assim como os produtos mais indicados para isto.

Perigo maior: tatuagem ocular

Outro modismo perigoso, iniciado recentemente nos Estados Unidos, observam os especialistas, é a tatuagem ocular. Isso mesmo, o tingimento da parte branca dos olhos chamada de esclera.

A tinta é injetada sob a conjuntiva, que é a membrana que recobre a esclera, por meio de agulha e seringa, que na maioria das vezes não respeita os padrões adequados de esterilização. “No mínimo pode ocasionar complicações como hemorragia e infecção no globo”, diz Carvalho, “uma vez que os tatuadores não estão habilitados a prescrever nenhum tipo de colírio”. Os usuários não estão livres de ficarem cegos, basta o olho se mover e o aplicador errar o alvo para causar uma perfuração ocular.

Para complicar, “é um processo extremamente doloroso”, conclui Ribeiro.


Ângelo Medina é editor-chefe do portal Vya Estelar. É jornalista e ghost writer. Com 30 anos de experiência, iniciou sua carreira na cobertura das eleições à Prefeitura de São Paulo em 1988 (Jornal da Cultura). Trabalhou no Caderno 2 - O Estado de São Paulo, Revista Quatro Rodas (Abril). Colaborou em diversas publicações e foi assessor de imprensa no setor público e privado. Concebeu o site Vya Estelar em 1999. É formado em Comunicação Social pela UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora.

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