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Autoconhecimento

Minhas Atitudes

Saiba como lidar com o alto nível de ansiedade

A ansiedade é uma preocupação constante que pode trazer muito sofrimento

01 jan, 2016

por Rosemeire Zago

"Sempre fui uma pessoa muito ansiosa. Sofri um acidente automobilístico no qual fiquei viúva. Depois disso tive crises de pânico e o médico me passou um ansiolítico. Gostaria de saber como baixar esta ansiedade e me livrar da necessidade de tomar ansiolítico?"

Resposta: A medicação pode ajudar, mas é apenas um paliativo, e tomá-la de vez em quando também não é o mais indicado, a não ser que seu médico prescreveu dessa forma.

A ansiedade é uma preocupação constante, que pode trazer muito sofrimento, e apesar de ser uma resposta normal ao perigo físico - e pode ser uma ferramenta útil para concentrar a mente quando o fim de um prazo se aproxima - a ansiedade se torna um problema, quando ela persiste muito além da ameaça imediata e passa a ser um traço da personalidade, onde tudo gera ansiedade.

Quando os sintomas como: preocupação descontrolada, inquietação, irritabilidade, apreensão, tensão muscular e problemas de concentração se tornam persistentes, afetando os hábitos e padrão de vida comum, é chamado de Transtorno de Ansiedade Generalizada – TAG.

Você descreve que depois do acidente teve crises de pânico, é bem provável que houve o que chamamos de Transtorno de Estresse Pós-Traumático. Surge como uma resposta depois de um fato ou situação estressante (acidente, estupro, divórcio, assalto, falecimento de pessoas significativas).

Sintomas - sinais - do estresse pós-traumático

As características observadas decorrentes de experiências muito traumáticas são:

- Aumento dos sentimentos de ira ou vingança;

- Diminuição da capacidade de concentração;

- Aumento da agressividade e irritabilidade;

- Diminuição do interesses pelas coisas;

- Dores psicogênicas e psicossomáticas;

- Depressão e ansiedade;

- Diminuição da capacidade de comunicação com os outros;

- Diminuição da capacidade de externar sentimentos;

- Em muitos casos, sentimentos de culpa.

Algumas dessas respostas emocionais pessoais podem ser consideradas normais, entretanto, se não tratadas adequadamente, podem transformar-se em reações crônicas. Por isso é muito importante que você faça algum acompanhamento psicológico, caso não o tenha feito ainda.

Você não cita quando aconteceu o acidente, pois em geral o estresse ocorre após um mês, mas raramente excede seis meses. Surge medo e evita-se falar qualquer coisa que relembre o que ocorreu. Ou ainda, relembra de maneira repetitiva através de sonhos ou lembrança constante. O mais indicado nesses casos é enfrentar a situação, falar sobre o que ocorreu e nunca agir como se nada tivesse acontecido.

É importante entender que o estresse prolongado provoca a queda do sistema imunológico. Assim, dependendo da intensidade, repetição e duração ao longo da vida e, principalmente da forma que você lida com o que ocorreu, poderá levar a doenças.

Você cita que já era uma pessoa ansiosa, com o acidente, sua ansiedade pode ter sido potencializada ao se somar com o estresse que isso te causou.

Para que você consiga lidar melhor com o que lhe aconteceu, com tudo que sentiu e sente, pense em fazer psicoterapia, com certeza isso a ajudará a elaborar o ocorrido.

Vale lembrar da Oração da Serenidade adotada pelos Alcoólicos Anônimos no mundo inteiro:

“Que Deus me dê serenidade
para aceitar as coisas que não posso mudar,
coragem para mudar as que posso e
sabedoria para distinguir umas das outras”


Psicóloga com abordagem junguiana com especialização em psicossomática. Desenvolve uma abordagem voltada para o autoconhecimento e criança interior.

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