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Comportamento

Amor

Saída dos filhos de casa: ótima oportunidade para pais resgatarem o namoro

O casal pode começar a se olhar novamente

01 jan, 2016

por Tatiana Ades

Muitos casais se sentem desolados e até depressivos no momento em que os filhos adolescentes saem de casa.

A percepção de que não terão mais os filhos para cuidar, pode gerar um sentimento de vazio profundo, uma sensação de luto: a isso chamamos de ninho vazio.

Porém, há formas de lidar com essa situação amenizando-a, tornando-a até prazerosa.

O casal pode começar a se olhar novamente, pois antes a atenção estava inteira focada nos filhos e muitas vezes cada um dos parceiros se torna um desconhecido para o outro.

Então, esse pode ser o momento ideal para o casal se redescobrir, voltar a viver sonhos antigos, romancear o relacionamento e substituir o papel de pais pelo de "namorados".

Conversei em consultório com um casal que chegou em estado de depressão. Eles argumentaram que desde que a filha de 20 anos saiu de casa, os dois se tornaram desconhecidos.

Começamos a trabalhar então a redescoberta um do outro e o resultado resultou em uma nova paixão já então adormecida.

Começaram a sair para jantar em locais românticos e vivenciaram o início do namoro, a percepção do vazio se transformou numa possibilidade de novas surpresas e prazeres esquecidos, o sexo voltou a fluir, as conversas íntimas, os presentes surpresas.

Creio que tudo na vida possa ter dois lados, é preciso conseguir enxergar as vantagens de uma situação que parece insuportável e transformá-la em prazerosa.

Espero que você consiga transformar o seu ninho vazio num recomeço e pense sobre o que foi perdido durante um longo tempo, aproveite para namorar e recomeçar.

Os filhos crescem... essa é a realidade da vida: deixá-los voar é importante e necessário.


É psicanalista e escritora e teatróloga. Em seus livros, o foco de estudo é o comportamento humano e o amor patológico. Tem em seu currículo várias peças escritas e encenadas nos teatros de São Paulo, além de ter concorrido ao prêmio Shell de melhor texto teatral com Os Viúvos – Teatro Ruth Escobar (2003). Como escritora, em 1998, ganhou um concurso com o conto O silêncio da raposa. Eles são o resultado de uma pesquisa de três anos: Hades – Homens que amam demais e As escravas de Eros.

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