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Nós humanos, somos uma espécie musical

17 ago, 2017

por Marta Relvas

"A contribuição da música para o corpo e mente são inúmeras..."

O estimulo musical se percebe em todas as áreas do cérebro e subsistemas neurais.

Ao ouvir uma música a emoção é despertada e ativada em áreas instintivas conhecidas como verme cerebelar, essa estrutura é responsável pela liberação de dopamina e noradrenalina. Ainda participam nesse processo, as amígdalas cerebrais conhecidas pelo processamento emocional no córtex, além do hipocampo e o córtex frontal inferior que atuam na formação da memória musical. Já a ação de cantar ou cantarolar uma música, as áreas ativadas são: os lobos frontais, o córtex motor e sensorial.

Sendo assim, a música realiza um trabalho de equipe completo. Logo que, a música se espalha pelo ar, ondas sonoras são captadas imediatamente pelo sistema auditivo e convertidas em impulsos elétricos, que logo em seguida são transportados por neurônios até o cérebro, onde serão decodificados, armazenados e receberão significado.

Através de estudos, foi detectado que o cérebro direito é superior na identificação de tons e na compreensão de melodias. Segundo Jourdain Robert (1998, p.119) afirma que a análise harmônica é o papel natural do córtex auditivo do hemisfério direito. Como as melodias baseiam-se em relações harmônicas entre os tons de uma escala, a vantagem do cérebro direito não deveria causar nenhuma surpresa.

Estudos realizados na Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, apontam que as canções têm acesso a importantes áreas do sistema cerebral, principalmente o cerebelo, considerado uma área mais sensível à melodia e às batidas.

Psicólogos e pesquisadores, desde as décadas de 50 buscam compreender a influência da música na vida humana. Já se sabe que um agente responsável pelo processamento dos elementos musicais básicos, é o córtex cerebral auditivo. Durante esse processo, os sentimentos são altamente influenciados, outros sistemas cerebrais são estimulados, como os das emoções. Isso porque alguns dispositivos são ativados simultaneamente e atingem diversos circuitos neurais gerando efeitos visíveis.

Um compositor através de suas canções, pode transmitir aos ouvintes os sentimentos desejados. Pesquisas apontam que pessoas que ouvem música, as regiões motoras do cérebro são ativadas, assim como regiões pré-motoras e o cerebelo.

Sacks Oliver (2007, p. 11), afirma que nós humanos, somos uma espécie musical além de linguística. Isso assume muitas formas. Todos nós (com pouquíssimas exceções) somos capazes de perceber música, tons, timbre, intervalos entre notas, contornos melódicos, harmonia e, talvez no nível mais fundamental, ritmo. Integramos isso tudo e "construímos" a música na mente usando muitas partes do cérebro. E a essa apreciação estrutural, em grande medida inconsciente, adiciona-se uma reação muitas vezes intensa e profundamente emocional.

A contribuição da música para o corpo e mente são inúmeras, desde o estímulo da inteligência, criatividade e sensibilidade. Além, de aprimorar o aspecto do humor e estimular a coordenação motora.

Ouvir música traz benefícios!

1º) Sabe-se que quanto mais se ouve música, mais o cérebro se torna ávido a aprender e descobrir com antecedência os padrões de melodias e ritmos.

2º) O poder da música nos sistemas fisiológicos (não somente cerebrais) é a base para trabalhos terapêuticos e seus efeitos são visíveis, trazendo tranquilidade, alegria, reflexões.

3º) As músicas exercem funções terapêuticas e sendo assim, apresentam bom desempenho no estimulo da atenção (foco), do desenvolvimento motor e cognitivo, na comunicação, na expressividade das emoções e sentimentos.

 


Bióloga; Doutora e Mestre em Psicanálise; Neuroanatomista; Neurofisiologista; Psicopedagoga e Especialista em Bioética; Tem certificação no programa internacional em Reggio Emília Study Abroad Program na Itália; Title of People Expression Special category Best Practices in Education Neurosciences and childhood and adolescence learning of Erasmus+ University – Europe – Portugal; Membro Efetiva da Sociedade Brasileira de Neurociência e Comportamento; Membro da Associação Brasileira de Psicopedagogia Rio de Janeiro; Autora de livros e DVDs sobre Neurociência e Educação – Transtornos da Aprendizagem publicados pela Editora WAK e Editora Qualconsoante de Portugal; Atua ainda como Professora Universitária na Universidade AVM Educacional / Cândido Mendes, nos cursos de pós graduação em Psicopedagogia, Psicomotricidade, Neurociência Pedagógica, e na formação Docente; Professora na Universidade Estácio de Sá no Rio de Janeiro nos cursos das áreas: saúde, licenciatura; Professora Mentora do curso de Neurociência e Educação CBI OF Miami. Professora, pesquisadora convidada no curso de pós graduação de Neurociência do IPUB/ UFRJ. Coordenadora do Programa de Pós graduação de Neurociência Pedagógica na Universidade Candido Mendes/ AVM Educacional. Palestrante no Brasil e no exterior.

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