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Como lidar com crianças agressivas e sem disciplina?

A criança não nasce agressiva, torna-se agressiva

11 maio, 2017

por Marta Relvas

Crianças sem disciplina e agressivas na educação infantil: existem atitudes e atividades práticas que podem ser trabalhadas com elas e com o toda a turma para que se possa mudar esse comportamento?

Algumas atitudes podem revelar crianças agressivas durante a educação infantil, como: morder, bater, puxar o cabelo do colega, espetar o amigo com lápis, tesoura, maltratar animais, falar mal com as pessoas, inclusive pais e professores.

Analisando a questão, a criança não nasce agressiva, torna-se agressiva à medida que recebe estímulos sociais inadequados em relação ao entendimento de suas emoções.

As emoções humanas são uma fonte valiosa de informações que ajudam a tomar decisões, estas são o resultado não só da razão, mas também da junção de ambas, associadas a outras competências emocionais que podem levar ao sucesso. O sistema límbico é a unidade responsável pelas emoções e comportamentos sociais, englobando aprendizagem, memória e motivação.

Como o professor deve agir com essas crianças agressivas?

Sua principal função é a integração de informações sensitivo-sensoriais com o estado psíquico interno, onde é atribuído um conteúdo afetivo. Estar atento às emoções e saber lidar com elas na sala de aula.

(...) Educar a emoção é a habilidade relacionada com o motivar a si mesmo e persistir mediante frustrações, controlar impulsos, canalizando emoções para situações apropriadas; praticar gratificações prorrogadas, motivar pessoas, ajudando-as a liberarem seus melhores talentos, e conseguir seu engajamento aos objetivos de interesses comuns. (RELVAS, 2008, p.113).

Para isso, o professor precisa conhecer o diálogo entre o Cérebro Primitivo - Cérebro Intermediário e o Cérebro Intelectual. Somos dotados "didaticamente" de três cérebros, todos apresentam múltiplas eficiências para melhor incluir o sujeito no contexto social. Evitar rótulos e reforços negativos do comportamento da crianças em sala de aula é a função principal da educadora/professora.


Bióloga; Doutora e Mestre em Psicanálise; Neuroanatomista; Neurofisiologista; Psicopedagoga e Especialista em Bioética; Tem certificação no programa internacional em Reggio Emília Study Abroad Program na Itália; Title of People Expression Special category Best Practices in Education Neurosciences and childhood and adolescence learning of Erasmus+ University – Europe – Portugal; Membro Efetiva da Sociedade Brasileira de Neurociência e Comportamento; Membro da Associação Brasileira de Psicopedagogia Rio de Janeiro; Autora de livros e DVDs sobre Neurociência e Educação – Transtornos da Aprendizagem publicados pela Editora WAK e Editora Qualconsoante de Portugal; Atua ainda como Professora Universitária na Universidade AVM Educacional / Cândido Mendes, nos cursos de pós graduação em Psicopedagogia, Psicomotricidade, Neurociência Pedagógica, e na formação Docente; Professora na Universidade Estácio de Sá no Rio de Janeiro nos cursos das áreas: saúde, licenciatura; Professora Mentora do curso de Neurociência e Educação CBI OF Miami. Professora, pesquisadora convidada no curso de pós graduação de Neurociência do IPUB/ UFRJ. Coordenadora do Programa de Pós graduação de Neurociência Pedagógica na Universidade Candido Mendes/ AVM Educacional. Palestrante no Brasil e no exterior.

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