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Emoções movem o ser humano

Marta Relvas 14/02/2018 COMPORTAMENTO
Emoções movem o ser humano
Fonte: imagem Pixabay
A linguagem emocional deve ser observada e respeitada no processo de aprendizado

Por Marta Relvas

Por longo tempo, o componente emocional tem sido descuidado na educação institucionalizada. As contribuições científicas recentes auxiliam a resolução dessa deficiência, uma vez que revela e comprova a dimensão emocional do aprendizado. Os estudantes e educadores estão sempre envolvidos em emoções dentro da sala de aula.

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Quando existe a intenção de melhorar a relação socioemocional na escola, torna-se fundamental promover uma aula bem-humorada, para estabelecer um bem-estar físico, psicológico, afetivo, seguro, para liberar neurotransmissores favoráveis à aprendizagem. As emoções básicas, como prazer, tristeza, raiva, medo, amor e alegria têm uma enorme escala de variação, por exemplo: o prazer pode variar da satisfação ao êxtase; à tristeza, do desapontamento ao desespero; o medo, da timidez ao temor; à raiva, do descontentamento ao ódio. Todos esses sentimentos podem ser percebidos em sala de aula, basta um “olhar sensível” do educador!

O educador deve se preparar para encontrar a sua classe diversificada, ajustando os trabalhos de modo a permitir o desenvolvimento máximo das aptidões de cada estudante. E o confronto com a realidade inesperada demandará ajustamentos e adaptações orgânicas, mentais e sociais para lidar com uma nova situação. Isso porque as funções superiores correspondem à característica mais importante do ser humano e resultam do normal funcionamento do cérebro, e que nem sempre estão dentro dos aspectos esperados  pelo professor.

Independentemente da situação que provocou a limitação, a família, a escola, precisa acolher o caso e enfrentar os momentos graves, transformando-os em momentos grávidos, ou seja, dar à luz a novas situações de vida, vivendo e aprendendo dia a dia nessa prática pedagógica.

O espaço escolar precisa ser voltado para a educação emocional (RELVAS, 2012). E o cérebro, que é o território das funções afetivas no encéfalo – tem que ser compreendido no que diz respeito à sua funcionalidade.

Emoções e sentimentos movem os seres humanos e afetividade, enquanto aliada ao fazer educativo, pode fazer a diferença na vida de professores e alunos, consolidando memória e construindo aprendizados.




TAGS :

    emoções, sentimentos, estímulo, aprendizagem

Marta Relvas

É Bióloga, Dra e Ms em Psicanálise, Neuroanatomista, Neurofisiologista, Psicopedagoga e Especialista em Bioética. Tem certificação internacional em Educação na Abordagem Reggio Emília na Itália e Title in Education Neurosciences and childhood and adolescence learning of Erasmus+ University – Europe – Portugal. É Membro Efetiva da Sociedade Brasileira de Neurociência e Comportamento, e da Associação Brasileira de Psicopedagogia. Autora de livros e DVDs sobre Neurociência e Educação pela Editora WAK e Editora Qualconsoante de Portugal. Professora Universitária da AVM Educacional / UCAM, UNESA - RJ e Professora Pesquisadora convidada no curso de Pós-graduação de Neurociência do IPUB/ UFRJ. Coordenadora do Programa de Pós-graduação de Neurociência Pedagógica na UCAM / AVM Educacional. Palestrante no Brasil e no exterior.



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