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Peeling e esfoliação: até onde posso ir para refinar minha pele?

Sonia Corazza 14/02/2018 SAÚDE E BEM-ESTAR
Peeling e esfoliação: até onde posso ir para refinar minha pele?
Fonte: imagem Pixabay
Peeling biológico é menos agressivo

Por Sonia Corazza

Quer uma pele bonita, macia e saudável? Então trate-a com carinho e nada de agressão! Vou ajudar você a entender até onde pode ir por conta própria com tratamentos para refinar a pele. E onde entra a necessidade de um médico especialista.

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Primeiro preciso dizer que existem três tipos diferentes de peeling: físico (que comumente são conhecidos como esfoliantes, scrubs e gommages); químico, com ácidos de diversas graus de potência e finalmente os biológicos, como é o caso de enzimas,  como a bromelina e a papaína.
 
O peeling físico faz a limpeza mecânica mais superficial, eliminando resíduos de células e substâncias depositadas sobre a pele.

O peeling químico ataca a estrutura  epidérmica e, dependendo do ativo e de sua concentração,  age nas camadas da epiderme, até a camada basal.

E finalmente o peeling biológico realizado pelas enzimas proteolíticas, que funciona como um polimento da pele, já que reage com as proteínas da pele de maneira mais refinada.
 
O peeling mecânico pode e deve ser usado por qualquer pessoa saudável para ajudar na eliminação de impurezas, pessoas de pele oleosa podem usar duas vezes na semana, já que tem pele normal, uma só vez basta e para as pessoas de pele seca,  uma vez a cada 15 dias é suficiente.
 
No caso do peeling químico, acredito que também há um público que precisa desse tipo de ação mais potente, como é o caso das peles acneicas com grau de acometimento 3 e 4, ou seja, elevado. Estas devem se dirigir aos dermatologistas especializados para ter acompanhamento médico intensivo, pois sempre é bom lembrar que se trata de uma grande agressão. E como a pele é um órgão de defesa, a pessoa vai estar vulnerabilizada aos agressores externos, como radiação solar, agentes químicos e até mudanças de temperatura.
 
Muitas fórmulas cosméticas usam agentes químicos, como os AHA (alfa hidróxi ácidos, como ácido lático, mandélico, glicólico etc) e derivados de  ácido ascórbico (vitamina C) para fazer uma microesfoliação superficial, melhorando a homogeneidade e luminosidade da pele. Também existe a possibilidade de tais ingredientes estimularem a proliferação celular na camada basal, melhorando o aspecto superficial da pele.
 
Já o peeling biológico tem muitos adeptos em clínicas especializadas de excelente nível ao redor do mundo, pois são menos agressivos e doam uma textura muito delicada à pele, sem os inconvenientes sensibilizantes dos peelings químicos .
 
Conclusão
 
Dependendo do grau de descamação e da periodicidade de uso, uma esfoliação física suave, um peeling ácido extremamente suave ou um peeling biológico de baixa concentração vão ajudar a manter a superfície da sua pele livre de sujidades. Mas, como tudo na vida, o excesso será prejudicial!

Atenção!
Este texto não substitui uma consulta ou acompanhamento de um médico dermatologista e não se caracteriza como sendo um atendimento.




TAGS :

    peeling, biológico, químico, mecânico, físico, pele, esfoliação

Sonia Corazza

É engenheira química especializada em Cosmetologia. Tem 25 anos de experiência como formuladora de cosméticos. Atuou em empresas líderes no setor. É autora do livro Beleza Inteligente (Madras). Mais informações: www.belezainteligente.com.br



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