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Até que ponto se esforçar para agradar ao par?

Eduardo Yabusaki 01/01/2016 COMPORTAMENTO
O agradar positivo é espontâneo e despretensioso

por Eduardo Yabusaki

Por que existem pessoas que precisam agradar para se sentirem aceitas ou reconhecidas?

Num relacionamento é importante que as partes se esforcem para agradar ao outro para evitar desgaste na convivência?

É preciso cuidado ao pensar sobre isso para não gerar confusões no relacionamento. Agradar ao outro no cotidiano do casal é importante. Porém, agradar não deve se sobrepor a características individuais, desejos, gostos...

Ato de agradar positivo e não positivo

É preciso entender o que está por trás do ato de agradar ao outro. O agradar positivo é aquele que parte, espontânea e despretensiosamente do par que faz aquilo simplesmente por saber que é do agrado do outro, por querer o bem do outro ou mesmo promover um bom momento entre ambos; e desde que essa iniciativa não vá contra os seus princípios ou gere incômodo ou angústia.

O agradar não positivo é aquele que feito contra a vontade, de modo forçado ou desprovido de satisfação. Faz meio que por obrigação, só por que é do gosto do outro. Ou quando tem insegurança envolvida, como: agradar o outro por receio de não ser aceito, ou não querer ser rejeitado; e ainda por medo do abandono; fazer tudo pelo outro por não se sentir seguro no relacionamento e para não perdê-lo: "é melhor fazer tudo que o agrade".

O agrado deve ser promovido de forma que ambos tenham ganhos, ou seja, quem faz o agrado também aproveite o ensejo. Talvez não pelo evento em si, mas pelo bom reflexo que isso traz para a boa convivência entre ambos.

Portanto, o agradar ao outro não pode envolver sentimentos de aviltamento, contrariedade, sofrimento, angústia, incômodo, nada que vá deixá-lo em dúvida se vale ou não viver a situação.

A dedicação de ambos em poder agradar ao outro deve ser natural e não encarada como excepcionalidade, isso dá menos margem para que esse gesto se torne um problema.

Reforço aqui, agradar pode se tornar prejudicial quando passa a ser algo forçado para sentir-se aceito, o que em todo começo de relacionamento é bastante comum. Quando se está no auge da paixão, isso pode não ser tão incômodo, mas com o passar do tempo e com a convivência mais íntima, pode se estabelecer uma obrigatoriedade e isso passar a incomodar.

Portanto, o mais importante não é o agradar ou não, mas sim avaliar o que está por trás disso. Antes de ficar encanado (a), procure avaliar a situação.

O que esta por trás de me minha atitude em querer agradar?

1. Procure identificar o porquê de querer agradar ao outro, se pelo desejo e boa convivência mesmo, ou se por alguma insegurança ou temor;

2. Não receie agradar, desde que não seja contra sua vontade ou desprazeroso para você;

3. Tenha sempre claro o seu limite, não o exceda, pois certamente isso promoverá sentimentos negativos posteriormente;

4. Foque sempre no seu bem-estar e consequentemente no relacionamento e no seu par.




Eduardo Yabusaki

Eduardo Yabusaki - Psicólogo e Sexólogo Especializado em Terapia Comportamental Cognitiva, Terapia de Casal e Terapia Sexual. Coordenador do Curso de Sexologia Clínica ministrado em diferentes cidades há mais de 15 anos. Docente convidado do Curso de Fromação em Sexologia Clínica de BH. Responsável pelo www.vidadecasalbh.com.br



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