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Vivemos na era da ansiedade

Karina Simões 01/01/2016 COMPORTAMENTO
Ato de comer pode estar relacionado á ansiedade

por Karina Simões

Vivemos em um mundo cheio de informação, uma vida célere e agitada, com uma agenda no dia a dia, cheia de compromissos e obrigações a cumprir e, portanto, menos qualidade de vida para usufruir.

Hoje em dia, nosso cérebro recebe uma enxurrada de informações e códigos mentais através das ricas tecnologias digitais que possuímos e, dessa forma, temos observado um aumento no nível de ansiedade das pessoas.

Cada vez mais, recebo em meu consultório, principalmente, mulheres que relatam sofrimento com sintomas graves de ansiedade, tais como: taquicardia, sudorese, inquietação e agitação psicomotora, aumento do apetite acarretando ganho de peso, dores de cabeça frequentes, dificuldades com o sono, sensação de fôlego curto, sensação que tudo vai desmoronar etc.

A ansiedade elevada pode levar a desenvolver um transtorno grave e, por isso, requer alguns cuidados. Algumas pessoas com transtorno de ansiedade frequentemente se sentem incapazes de trabalhar de forma eficaz, de ter vida social saudável, de viajar ou ter um relacionamento afetivo tranquilo. Ou seja, a ansiedade em forma de transtorno tem consequências impactantes sobre a vida do indivíduo. Em texto anterior (veja aqui) citei os vários transtornos de ansiedade que encontramos como diagnóstico.

Um dos grandes prejuízos observados, em minha prática clínica, com mulheres em psicoterapia que sofrem de ansiedade, diz respeito ao ato de comer. Geralmente, a ansiedade ativa no cérebro o mecanismo da impulsividade de comer, mesmo sem fome. O comer compulsivo acarreta, muitas vezes, na mulher uma perda significativa da autoimagem e, consequentemente, da autoestima.

O fortalecimento da autoestima feminina é um dos principais pilares de sustentação para que a mulher se sinta plena e bem consigo mesma, e, por conseguinte, saiba lidar com as adversidades que virão em decorrência da ansiedade.

Assim, sugiro que possamos compreender, de forma mais aprofundada, o nosso processamento cerebral.

Conhecer mais a nós mesmos resultará em podermos enfrentar melhor as ansiedades que o mundo moderno nos faz viver inevitavelmente. Por isso, lembre-se que as nossas mentes são como filtros pelos quais vemos e transmitimos a realidade vivida.




Karina Simões

Psicóloga clínica cognitivo-comportamental. Possui especialização em Psicologia da Saúde e Desenvolvimento pela UFRN. Especialização pela Faculdade de Medicina do IPHC da USP. Membro da Federação Brasileira de Terapias Cognitivas - FBTC. Mais informações: www.karinasimoes.com.br



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