DESTAQUES

Paquerar através de apps é saudável?

Eduardo Yabusaki 01/01/2016 COMPORTAMENTO
Rapidez em conhecer pessoas podem torná-las descartáveis

por Eduardo Yabusaki

A realidade tecnológica é fato: traz rapidez ao mundo dos negócios, para o trabalho, estudos e principalmente para os relacionamentos.

No Brasil, o app de paquera Tinder já conta com mais de um milhão de usuários.

Enquete postada no Vya Estelar neste mês, aponta que 45% dos leitores são favoráveis ao uso desses aplicativos; 38% consideram que o uso de apps torna as pessoas descartáveis e 17% veem na utilização dos mesmos uma estratégia de loser (perdedor).

O uso intenso desse tipo de aplicativo possibilita observar se estamos usufruindo dessas ferramentas de forma adequada. E, como tudo na vida, essas tecnologias têm seus prós e contras.

Cabe a cada um avaliar e refletir sobre que papel terá o uso de apps para paquerar, sem que isso interfira ou prejudique outras vivências, como por exemplo, a paquera presencial.

Paquerar via apps

Prós:

- Amplia a possibilidade de conhecer mais pessoas, bem como conhecer melhor seus contatos apresentados por amigos ou estabelecidos a partir das redes sociais;

- Facilita a aproximação para aqueles que têm dificuldade em se expor ou que sejam tímidos;

- Facilita uma aproximação ou acompanhamento do cotidiano do outro, o que pode favorecer o afeto e um consequente relacionamento amoroso;

- Favorece descobertas de afinidades por meio de áreas de interesse ou de situações compartilhadas.

Contras:

- A rapidez em conhecer e se relacionar com pessoas podem torná-las descartáveis: afinal, se hoje conheço ou converso com duas pessoas, amanhã poderei conhecer, conversar e 'ter' cinco;

- Aumentar a dificuldade de se estabelecer relações presenciais ou mesmo de falar sobre assuntos simples, bem como sobre os próprios sentimentos e emoções;

- Tornar-se um vício, no qual a pessoa só se relacione dessa forma, ou seja, via aplicativo e que não se sinta confortável com o encontro presencial. Assim ela passa a se alimentar de um mundo idealizado que a impede de viver no mundo real, no qual toda pessoa terá certamente virtudes e defeitos.

Reconhecer a possibilidade de utilizar de forma inadequada um recurso, nem sempre é o suficiente para mudar um comportamento. Por isso, devemos sempre estar atentos a nós, como naqueles com quem nos relacionamos. Não devemos nos referenciar apenas pelas nossas ideias, o outro é sempre importante quando falamos de relacionamento amoroso. Portanto, nada mais saudável do que o olho no olho com um bom papo e companhia agradável. Nada jamais substituirá duas mãos unidas e um beijo prolongado.

 




Eduardo Yabusaki

Eduardo Yabusaki - Psicólogo e Sexólogo Especializado em Terapia Comportamental Cognitiva, Terapia de Casal e Terapia Sexual. Coordenador do Curso de Sexologia Clínica ministrado em diferentes cidades há mais de 15 anos. Docente convidado do Curso de Fromação em Sexologia Clínica de BH. Responsável pelo www.vidadecasalbh.com.br



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