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Segurança acomoda o relacionamento?

Arlete Gavranic 01/01/2016 COMPORTAMENTO

por Arlete Gavranic

"... acomodação promove afastamento ao invés de criar aproximação..."

Quando atendo casais, ou mesmo pessoas se preparando para a vida conjugal, observo posturas muito interessantes...

Homens e mulheres adoram viver a fase da conquista; sabem ter comportamentos sedutores; pensam no momento a dois; planejam esses momentos em suas cabeças, seja uma viagem, um jantar ou um filme sedutor no sofá de casa. Capricham no visual, no banho e no perfume.

Mas estranhamente isso tudo acaba na vivência de muitos casais. E aí começo a observar a postura de alguns frente à vida conjugal ou à formalização do casamento.

Observo com muita frequência um comportamento de "pouco cuidado" consigo próprio e com o outro. A atenção cuidadosa de ligar, de mandar uma mensagem carinhosa ou picante, de fazer coisas que agradem e seduzam o outro parece se perder. Isso muitas vezes acontece com a chegada do primeiro filho, mas também ocorre sem essa interferência.

O que observo e chamo de "pouco cuidado" consigo próprio diz respeito a cuidados com a higiene pessoal: aquele banho gostoso e cheiroso quando chega do trabalho para estar com o outro, escovar os dentes, depilar-se, lavar e pentear o cabelo; além de cuidados com a estética corporal.

Também me refiro a cuidados como estar bonito(a) para estar com o outro, pois muitos passam a viver o uniforme do pijama ou da roupa básica, muitas vezes desengonçada, de ficar em casa. Como se a vida só valesse o esforço de se arrumar e se produzir para estar no mundo e não com seu parceiro (a).

Essas atitudes demonstram - na minha leitura - como se a rotina da vida a dois tivesse que perder o lado do enamoramento, muitas vezes em um tempo que considero muito curto: em um ou dois anos já surgem queixas de desinteresse sexual. É como se no entender psicoemocional dessas pessoas o casamento, por si só, já desse "garantia" que dispensaria tantos investimentos.

"O que Deus uniu o homem não separa", ou a ideia de "até que a morte os separe" proporcionam a muitos casais uma acomodação que promove afastamento ao invés de criar aproximação, cumplicidade, envolvimento e desejo.

Já os casais que continuam a alimentar uma postura de enamoramento e investem em cuidados pessoais, na sedução do outro, em momentos de intimidade, em criar situações ou aproveitar pequenos momentos com uma energia prazerosa... parecem acreditar na necessidade desse investimento constante e mútuo. Eles são motivados pela ideia: "que seja eterno enquanto dure", e por isso não se acomodam, desejam continuar enamorados e investem nessa cumplicidade sedutora e afetiva.

Você já pensou qual tipo de pensamento tem mobilizado seu estilo ou jeito de viver seu relacionamento?

 




Arlete Gavranic

Psicóloga, Mestre em Educação; Educadora e Terapeuta sexual pela Sbrash, Coordenadora e docente dos cursos de Pós-graduação lato sensu em Educação sexual e em Terapia sexual do ISEXP/ Sbrash. Docente dos cursos de pós-graduação em Educação sexual e Terapia sexual da UNISAL e coordenadora do pós de Terapia Sexual da UNISAL.



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