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Discutir a relação: sete dicas para uma DR construtiva

Karina Simões 01/01/2016 COMPORTAMENTO

por Karina Simões

"A comunicação precisa existir numa relação para que o vínculo amoroso seja reforçado. A quebra desse vínculo, muitas vezes, começa a acontecer quando se instala uma disputa" Discutir a relação para muitas pessoas pode ter uma conotação negativa.  E é por isso mesmo que em primeiro lugar o melhor a fazer é trocar esse rótulo de Discutir Relação (DR) por, talvez, uma reunião a dois.

Não há regras rígidas para se ter uma boa relação.  Essas são internas e cada casal deverá criar as suas. Mas aponto aqui um roteiro para ajudá-los.

Sete dicas para uma DR construtiva:

1ª) Não chame o parceiro (a) para “discutir a relação”. Isso já causa um impacto negativo e aciona defesas internas.

2ª) Não transforme essa conversa em um grande acontecimento; isso poderá assustá-lo (a).

3ª) Não confunda esse diálogo com uma lista interminável de queixas. Tenha foco numa conversa objetiva. Por isso, você pode discutir uma determinada questão numa conversa e um outro problema pode ficar para outra conversa. Tudo não precisa ser resolvido numa única reunião.  
     
4ª) Quando um pedido vira cobrança, o diálogo termina; porque diálogo e cobrança não se coadunam.

5ª) A mulher fala muito mais do que o homem diariamente.  Elas expressam uma média de 8 mil palavras e eles 4 mil. Assim, fique atenta para não falar demais. Isso é essencial para não perder o foco da conversa.

6ª) Colocar-se no papel de vítima e pôr a culpa no parceiro (a) pode não ser uma boa ideia.

7ª) Não critique a família dele (a), isso é um erro fatal.  

Cinco qualidades essenciais para uma boa comunicação a dois:

1ª) Precisão – seja objetivo (a);

2ª) Clareza – procure ser o mais claro (a) na expressão de suas ideias;

3ª) Generosidade – coloque-se no lugar do outro (a) e seja empático (a);

4ª) Equilíbrio – busque o equilíbrio emocional para lidar com questões afetivas;

5ª) Serenidade – passe tranquilidade e bom senso.

A comunicação precisa existir numa relação para que o vínculo amoroso seja reforçado. A quebra desse vínculo, muitas vezes, começa a acontecer quando se instala uma disputa. Quando a relação é encarada como uma competição, sempre resultará em perdas. Nesse momento em vez de ouvir o outro para entendê-lo, ouve-se para rebatê-lo.

A lição que fica é: Internalize seu olhar para as semelhanças e diferenças ponderando-as. Mas, não espere de ninguém a garantia de sua felicidade!

 




Karina Simões

Psicóloga clínica cognitivo-comportamental. Possui especialização em Psicologia da Saúde e Desenvolvimento pela UFRN. Especialização pela Faculdade de Medicina do IPHC da USP. Membro da Federação Brasileira de Terapias Cognitivas - FBTC. Mais informações: www.karinasimoes.com.br



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